quinta-feira, abril 03, 2008
 
:: Mãe Baranga 2008

Alice tá querendo me derrubar, assim não é possível.

Antes que a patrulha das mães zelosas me dê um pito, quero deixar claro o seguinte: tudo vale muito a pena porque ela é encantadora e me faz rir todos os dias, o que no fim das contas é o que importa nessa vida. Ok?

Mas o fato é que eu ganhei quilos por ela. Ganhei olheiras por ela. Ganhei uma ruga de preocupação no meio da testa por ela. A pele perdeu o viço (apesar de Carlos e Jojo terem dito que não - mas eles me amam muito, então não vale). As costas doem e a postura não é mais a mesma. Perdi um bocado de cabelo enquanto amamentava. E agora ela deu de pegar o pouco cabelo que me resta e arrancar aos tufos. Depois olha intrigada para as próprias mãos cheias de fios, e olha de volta pra mim, e ataca de novo, e provavelmente só vai parar quando não sobrar cabelo na minha cabeça.

O que à primeira vista parece mais um daqueles comportamentos inocentes e sem sentido dos bebês na verdade esconde um golpe muito bem dado. Porque Alice tem aquele cabelo curtinho fofo dos bebês, vista de frente. Atrás, onde deita a cabecinha no berço, tem uma careca ridícula. Carequinha de padre, sabe como? Um tipo clássico de calvície infantil. Não há pessoa que não diga “que lindinha” quando a vê de frente e “HAHAHAHA, OLHA ESSA CARECA!!” de costas. Então, se ela conseguir cavucar um buracão no meu cocuruto, talvez consiga desviar a atenção da própria calvície.

Minha filha pode não ter muito caráter, mas que é esperta, isso é.