quinta-feira, abril 29, 2004
 
:: Coisas da vida

Tenho vivido os meus dias. Simples assim. Tenho ido a shows maravilhosos. Chorado, às vezes. Emocionadamente. Agora ouço Juarez Maciel. Talvez isso esteja me deixando um pouco mole, com coração palpitando. Mas, vamos em frente.

Música tem entrado cada vez mais na minha vida. Esse som instrumental que ouço é uma coisa meio louca. Que transforma um monte de coisa dentro de mim. Assim, de repente. Você já ouviu? Ouça. Outro dia ganhei a trilha do Cinema Paradiso. Juarez Maciel me causa algo parecido. Coisas que também aparecem em mim quando ouço a trilha de Amelie Poulain, no máximo.

Música ao vivo só amostras geniais. Coisa de não esquecer mais. Até a memória envelhecer... Ed Motta no Bourbon, Bethânia no Tom Brasil, Seu Jorge do Hotel Unique… Coisas assim… De não esquecer.

Ed Motta senta ali e faz do palco uma sala. Bate um baita papo, faz um baita som de improviso, ou não. Acho isso um barato. Na entrevistinha que deu pro Vozes ele contou que gosta de fazer show em lugares pequeninos. Justamente porque nesses lugares é que rola um lance de misturar jazz, música brasileira e outros temperos. E é assim mesmo. Um espetáculo e você ali, pertinho, sacando tudo.

Bethânia. Bethânia não dá muito pra explicar. Eu nunca tive muita afinidade com ela. Mas desde sempre me falam: “Vá a um show dela, depois me conta.” E é meio assim: “Fui. Mas não dá pra contar.” A voz dela ao vivo é deslumbrante. Abre a boca e sai um som monumental. Coisa de louco. O palco, dirigido por Bia Lessa, também é fantástico. Altíssima produção, fina, sutil.

Eu tenho mania de fazer um exercício. Escrever sobre os shows que vou. Arquivar isso no meu computador. Reler. E, escrever sobre um show, é difícil pra kct. Porque o que rola é pura emoção. E traduzir isso é foda. Quase como se não fosse possível. Mesmo assim, eu faço. Quebro a cabeça e escrevo. Mas estes shows são realmente indescritíveis. Meu conselho é: vá vê-los. Ponto.

O show do Seu Jorge foi um astral delicioso. Uma produção bárbara também. Telões com imagens ótimas. E uma platéia e tanto. Saca só: Arnaldo Antunes, Milton Nascimento, Raí... (hahaha) Além de tudo, o cenário do lugar dá um toque especial numa noitada. Hotel Unique. Você já foi? Então vá. Eu conhecia o Skye, apenas - restaurante que tem lá no topo do prédio, junto a uma psicina, comandado por nada mais nada menos que Emmanuel Bassoleil. Vamos combinar, né?

Enfim, é isso, por hora. Vou voltar a curtir meu Juarez Maciel e tentar não ficar tão sentimental. Hoje foi um dia duro, mas boas lembranças ajudam a encarar.


sábado, abril 24, 2004
 
:: everybody loves al bundy

fico muitas horas na internet. muito por causa da profissão, muito por questões pessoais. o meu computador não fica desligado desde o começo do mês quando resolvi dar um check-up. sou um péssimo cliente para o speedy. afinal, tendo um plano antigo, não tenho limites de tráfego. acabo baixando muita coisa. desde filmes a discos inteiros. e tenho que admitir que não teria como ter acesso a todo esse universo sem a internet.

esse blog nasceu assim também. talvez nunca conheceria a luiza por outras formas. talvez só de vista como muita gente eu conheço de vista. a mari estudou comigo, mas a vejo muito pouco. provavelmente nem conversaríamos se não fosse isso aqui. tudo bem que o presencial não substitui o virtual. mas as nossas vidas andam tão amalucadas que não me surpreendo que faz já alguns meses que não falo pessoalmente com a luiza, por exemplo.

bom, toda essa ladainha para dizer que finalmente achei um assunto para tratar nesse blog: as coisas que baixei. tenho um monte de coisa boa, raridades, descobertas, etc. vou falar um pouco também do que ando assistindo na tv, cinema e o que acontece de bom lá no meu trampo. se ficar tudo meio desconexo, beleza.








quinta-feira, abril 22, 2004
 
:: olá

passando para dizer um oi ... sem muito assunto para postar aqui. talvez eu fale sobre os vários cds que ando ouvindo... desânimo... bjs pra lu e pra mari.

márcio


 
:: Cotonetes, por favor

Pára tudo!
Eu escutei direito?

O cara do Charlie Brown Jr. acabou de cantar

"EU NÃO SEI FAZER POESIA, MAS QUE SE FODA" ????

O que mais magoa é que esse cara ganha infinitamente mais dinheiros do que eu pra proferir frases desse naipe.
O mundo tá errado.


terça-feira, abril 20, 2004
 
:: Teste de QI

Um desafio pra ocupar as cabecinhas sedentárias durante o feriado:

Temos três interruptores. Dois deles estão quebrados, o outro acende uma lâmpada dentro de um quarto fechado. Não existem janelas ou frestas que permitam ver se a luz está acesa pelo lado de fora. Abrindo a porta apenas uma vez, como descobrir qual o interruptor certo?

(Sem pegadinha, sem sacanagem, não precisa dar uma de MacGyver...)

Resposta semana que vem.




 
:: Momento Google

Amigos, ofereço-lhes uma pequena dica cultural:

da próxima vez que passarem pelo Google, digitem "weapons of mass destruction" e cliquem no botão Sinto-me com Sorte (nome um tanto ridículo pra um botão, diga-se de passagem).

Não serve pra nada, mas é engraçadinho.


terça-feira, abril 13, 2004
 
:: Viagem gastronômica



Escrevo sobre gastronomia há uma base de 3 anos. E tenho aprendido a comer maravilhosamente bem. Meu regime grita loucamente, pois não consigo abrir mão dos restaurantes coisa e tal. Mas, o imbatível são as viagens que faço com o meu pai e a Bé, mulher dele, uma querida. Porque esses dois na cozinha são foda. Aquela coisa de ficar o dia inteiro preparando comidas deliciosas. E bacanérrimo é esse lance de termos em todo canto (casa da praia, do sítio, casa de SP) cozinhas integradas. Porque a cozinha é o melhor lugar da casa e não tem discussão. E dái vira arte, vira farra, vira um lazer gostoso à beça ficar ali cozinhando. E comer é um ritual. O prato com uma decoração especialíssima, um vinho, papo bom. Eita água na boca!
Saca só as fotos deste feriado. Você vai ficar de boca aberta também. Certeza!



 
:: Querida BZ,




Tenho tentado falar contigo mas é uma história difícil demais da conta essa. Porque funciona assim: ligo na sua casa e a fulana atende.

- Oi, a Mariana está?
- Quem quer falar?
- Luiza.
- Ah... E fica quieta.
Depois de horas no telefone, respirando do outro lado:
- Olha, a Mariana não está não, viu?

E daí eu desisto. Porque papo assim no telefone me irrita profundamente. Saca? A pessoa fica meio quieta, pergunta quem é pra nada, vc fica ali do outro lado meio que esperando. E o desfecho é sempre o mesmo: ela não está. Então, menina, crie juízo e me procure, ok? Porque quero falar das nossas histórias da infância, da farinha na cara, das festinhas de aniversário, das fotos e fotos e mais fotos da gente na psicina no sítio se achando mega-gatas, comendo uva e fazendo pose... Também quero falar dos segredos de hoje em dia. Sabe comé.

Grande beijo


quarta-feira, abril 07, 2004
 
:: Pamela Anderson

Ontem eu finalmente peguei nuns peitos de silicone.

Queria fazer isso há algum tempo mas nunca tinha tido a aportunidade, até que uma amiga fofíssima do meu irmão, turbinada há 10 dias, se trancou comigo no banheiro, levantou a blusa e intimou: toma, pode pegar. Pega mesmo, enche a mão! Ok, eu enchi a mão. Literalmente. E vou dizer: legal, viu?

Deixa eu explicar.

Eu tinha alguma desconfiança em relação ao silicone.
Além do risco da cirurgia e tal (eu tenho medo até de operar miopia), adquiri ao longo dos anos uma certa pirraça. Eu achava (na verdade, ainda acho) que o silicone era uma solução legítima e perfeitamente aceitável para nós - e apenas para nós - garotas despeitadas e traumatizadas. Mas aí virou febre, a mulherada começou a comprar peitos como quem compra pastel na feira, e o abuso do silicone se tornou ridículo e cafona. Começou aí a minha pirraça, uma coisa meio adolescente, eu queria mas agora que virou moda eu não quero mais, eu não me rendo, não é mais uma questão de peitos, é uma questão de princípios, blá-blá-blá. Nisso surge Carolina Ferraz, linda, fodona e sem-peitos-sim-e-daí?, e se torna a heroína das peitoralmente desfavorecidas, assumindo os não-peitos numa ótima e ainda virando símbolo sexual (e com uma baita elegância, coisa que andou em falta na época um pouco por causa das siliconadas-sem-noção). Enfim, pode-se dizer que Carolina Ferraz salvou a minha vida, fodam-se os peitos, e eu nunca mais pensei no assunto.

Até ontem, quando eu finalmente peguei nuns peitos de silicone.

E aí fodeu: eu gostei! Achei lindo, bem natural, nada parecido com aquele inchaço quase ofensivo que se vê por aí. E a menina tava felicíssima com seus peitos novos, olha que lindos, nem parece que eu comprei!, me botou a maior pilha, confesso que me abalou um pouco, fiquei pensando que seria legal ter peitos e tal, só pra variar.

Bom, também seria legal ter 11 mil reais dando sopa pra poder começar a pensar no assunto, mas se eu tivesse 11 mil reais eu provavelmente ia mandar os peitos à merda e gastar em algo mais legal, tipo uma viagem. Com sorte ainda sobravam alguns reais pra terapia, caso eu ainda precisasse resolver de uma vez por todas essa questão. E sem risco de cicatriz.


Obs. 1 - Tenho um amigo que vive dizendo que me dá um peito de presente de aniversário (é, só UM), desde que eu mantenha em mente que o peito é dele, para uso livre a qualquer hora do dia ou da noite. Ah tá.

Obs. 2 - Contei essa história pra um outro amigo. Quando cheguei na parte em que eu e ela estávamos trancadas no banheiro, ele arregalou os olhos e abriu um sorrisinho bobo, hummm, legal...

Todos os homens são cretinos ou só os meus amigos?


sexta-feira, abril 02, 2004
 
:: Dobradinha em dose dupla

Fernanda Porto e DJ da Lua na primeira rodada. Luiz Melodia e Mart’nália na segunda. O Vivo Open Air é um baita evento. Eu acho assim. Que foi um lance muito bem bolado, que deu mesmo certo. Com o plus de que é a Eldorado que faz a cobertura ao vivo, claro. Cinema: telão monstro, com poltroninhas vermelhas, amarelas e laranjas, umas cadeiras deliciosas azuis e assim vai. Um charme. Depois de um filme nesse clima, tem shows. Shows! Shows do kct, dobradinhas muito bem boladas. O ambiente é cheio das coisas. Tem um telão com recadinhos de celular do Vivo, tem bolinhas de sabão, tem, de uma maneira geral, uma iluminação bacana. Pessoas interessantes. Fundamental.

...Show da Fernanda Porto com o Dj da Lua...

Fernanda Porto chegou tocando um, dois, três instrumentos e virou famosa, aquele lance todo. Mas, quer saber? Ela não segura a onda no palco. Zé Ricardo, “mestre de cerimônias”, teve que entrar em ação pra colocar a Jam pra funcionar. Mas foi que foi. Afinal, tava por ali DJ da Lua, feríssima. O cara é dessas revelações, saca? Simpático à beca, com aquele cachecol coloridão enrolado no pescoço faça sol, faça chuva, carismático e muito fera no que faz. Herdou a coleção de vinis da mãe e inventou de fazer moda. Manda um som do kct no Bossa Cuca Nova e agora ta com disco solo. Deu no que deu.. Uma farra só. E tem um cara que o acompanha nos shows que arrebentou. Teve quem pensasse que era o Black Alien.


...Luiz Melodia e Mart´nália...

Luiz Melodia é arrasador. Uma energia de foder. O cara já passou dos 50 e ta lá, conservadão, em cima, bonitão. Esse lance de palco acontece ou não, saca? E o sujeito sabe o que faz. Porque aquela ginga, aquele swingue, aquela levada são elementos que transformam um show num espetáculo maravilhoso, cheio de magia. Sem falar na voz, no violão... Teve participação de Sandra de Sá, que veio do rio especialmente pra palhinha. E ela tem um gás que eu nunca vi. Aliás, foi muito feliz a experiência de vê-la pulando no palco com aquele peitão na maior. Mart´nália também teve seu momento de fama no show de ontem. Ela é espontânea. Doce. E tem uma voz que chega a ser confundida com Elza Soares quando você fecha os olhos no meio da pista. Repare. E, saca essa: Luiz Melodia tem uma história toda especial com ela... “Sou fã da Elza Soares”, disse ele uma vez. Assim dá liga, né? E liga no palco dá requebra na pista. E foi isso mesmo! Estou exausta até agora!



 
:: Os Doces Bárbaros

Ainda estou embasbacada demais pra fazer qualquer comentário mais elaborado sobre "Os Doces Bárbaros", documentário que passou ontem no Vivo Open Air. Deixarei registradas apenas algumas impressões, digamos, mais urgentes que estou precisando dividir com alguém.

1. Gilberto Gil é uma bailarina. Com sua vestimenta "garça branca ao entardecer" (também conhecida como "o espermatozóide alegre"), o meliante, todo pirlimpimpim, executou saltitos e rodopios com muita classe. Quanta graça, quanta leveza, como é faceiro o nosso ministro!
(Opa! Eu disse "meliante"? Sim amigos! Mais um que caiu nas garras da ERVA MALDITA!!)

2. Maria Béthânia e Caetano Véloso são a mesma pessoa. A diferença está no bigode - de Béthânia.

3. Acho que eu ainda não estava preparada para entrever os mamilos de Caê por entre as rendas de sua blusa-medalhão.

4. Diretor do filme: Jom Tob Azulay.
(De novo: JOM TOB AZULAY.)
Sacaram, sacaram?

É o Tom Jobim, porra! Só pode ser o Tom Jobim, o pseudônimo é gritante, entre um copo de uísque e outro ele foi lá filmar o documentário, e deu no que deu!

5. Diria Mart'nália: CHEGA! Vambora pro show que a gente ganha mais!
E viva Luiz Melodia!

(Até ficou meio Caetano essa última parte. Céus. Esse filme realmente me fez mal.)