quarta-feira, julho 30, 2003
 
::Fiquei tímida

(ao som de "Ask me", dos Smiths - "shyness is nice, and shyness can stop you from doing all the things in life you'd like to!")

Sim, meus amigos, agora o no-scrubs aparece nos sites de busca, fui lá no google experimentar e batata! ("...e batata!", eis uma expressão que não faz o menor sentido!)
Confesso que isso me deixou um pouco nervosa, talvez agora nós até tenhamos leitores, o meu botãozinho da auto-censura foi ligado irremediavelmente, ainda bem que ele não funciona direito!


terça-feira, julho 29, 2003
 
:: Homossexuais

(ao som de Edson Cordeiro)

Você viu essa? Em setembro abre a primeira escola pública para homossexuais em Nova York. O prefeito Michael Bloomberg diz que a idéia surgiu com a ocorrencia de espancamento e agressão a alunos gays e lésbicas nas escolas. Está na reportagem: "a escola será fundada pela prefeitura em parceria com um grupo de defensores dos direitos dos jovens homossexuais". Eu fiquei intrigada e quero falar mais sobre isso. Alguém topa?


 
:: Erikah Badu e D'Angelo

Falando em Erikah Badu lembrei de mais uma. Tem um disco - Tributo a Marvin Gaye - cuja primeira música é interpretada pela própria em parceria com o D'Angelo. Revivem o dueto protagonizado outrora por Marvin e Tammi Terell na "Your Precious Love". D'Angelo é um cara que me dá calafrios. Primeiro porque o som dele é um desbunde, segundo porque ele é um escândalo! Se você foi ao penúltimo Free Jazz Festival e assistiu ao show dele vai me entender, saberá exatamente em que língua estou falando.

Voltando à musa, tenho a declarar que gosto dela há bastante tempo. Falo de antes dela vir pro Brasil se apresentar grávida, de barrigão pra fora, com a maior classe, linda, charmosa no mesmo palco em que depois se apresentou Jamiroquai. Ela não era conhecida aqui e os discos dela eram todos importados. Conheci o som numa aula de ginástica com uma professora fasntástica que sabe tudo de música. Desde então fui atrás de coisas dela. Paguei uma nota em um disco que importei. Mas, valeu.

Você já percebeu que eu adoro Erikah Badu, D'Angelo e Marvin Gaye. A música 1 do Tributo tinha tudo para ser genial. Mas, sabe que me decepcionei bastante? Ouça e depois me conte sua impressão.


 
:: Música e risada

Faz tempo que gosto de cantores que, com muita categoria, começam a rir naturalmente no meio da música. Talvez esse seja um dos motivos que me levam a gostar tanto da Elis. Claro, a voz dela é indiscutível, mas o que eu adoro é o estilo, a personalidade que ela tem ao cantar. "Ih, meu deus do céu" é uma música que gosto em particular. A letra diz: "ih, meu deus do céu, estou rindo à toa" e muito espontaneamente ela dá um monte de risada gostosa.

Mas, talvez a risada que mais me chame atenção seja a da Erikah Badu em "Plenty" com o Guru, no Jazzmataz, sabe? Aliás, quem me apresentou essa música foi a BZ, quando veio trabalhar comigo aqui no Josimar (Melo). E desde então, a bateria de risadas que a Erikah Badu dá no final da música me traz uma sensção deliciosa. Você já ouviu?

Falando nisso, talvez seja por essa minha adoração que eu tenha um passado cabuloso. Eu, no palco, na festa junina do Vera Cruz, no colegial, com uma platéia considerável, fui fazer uma apresentação com umas amigas e caí na gargalhada. E, pra quem me conhece, sabe que não é pouca porcaria. Foi ridículo e até hoje me reconhecem pelo "show". Mas, desculpem, foi difícil controlar o ataque de riso diante da desafinação de uma das minhas companheiras - a mais empolgada!


sábado, julho 26, 2003
 
:: estéticas
(ao som de algum filme do tarantino)

o andré luiz, um cara que trabalha lá na escola, me disse que as minhas coisas são muito bonitinhas, muito calminhas. no fundo é bem verdade... por que não fazer algo mais violento, mais avassalador, mais trágicas? gosto muito desse gênero mais nunca arrisquei nada assim. foi tentar algo meio tarantino... mari, prepara a trilha.


 
:: encontros casuais
(ao som de barulhinhos de cidade)

eu estava no metrô vila madalena com a renata quando encontro o derek, um americano que vive na holanda que conheci no festival de mídia tática em março. pensei: são paulo é uma cidade "muito" pequena. fala sério.


 
::Eu não sou paga pra ouvir isso

Olha o que eu tive que escutar na festa que toquei ontem, dito por uma mocinha num tom de quem fala com uma criança de 5 anos:

- Escuta... por que você não toca um pouco de black?

Detalhe: no exato instante da pergunta estava tocando "Dance across the floor", do Jimmy Bo Horne. E antes tinha tocado Aretha Franklin. E Jacksons 5. E Curtis Mayfield...

Pois é. Olha que descoberta incrível: black music não é Jimmy Bo Horne, black music é Jennifer Lopez, Nelly e Jamiroquai. Black music é Thalía cantando com o Fat Joe. Black music é, no máximo, Jay-Z - mas só se for aquela música que ele canta com a Mariah Carey, porque senão fica muito pesado e aí não é mais black, é rap, essa coisa marginal, argh!

Céus! O mundo está perdido, definitivamente.

(Última coisa: eu tive que pagar 25 reais pra entrar na festa. Eu agora pago pra trabalhar, não é ótimo? Devia mudar o título do post para ::eu paguei para ouvir isso, hahaha!)



sexta-feira, julho 25, 2003
 
::Falta de assunto pouca é bobagem

Eureka! Descobri o segredo da Anti-Caloria!

Vocês provavelmente já ouviram falar do conceito de Calorias Negativas (ou Anti-Calorias, denominação que tem um quê de ficção científica e por isso é a minha preferida), que se aplica para alimentos cuja digestão consome mais calorias do que as que ele fornece. Mas tratava-se de um conceito apenas hipotético, até onde eu sei o abacaxi chegava perto, mas não a ponto de conter anti-calorias.
Pois ontem eu tive uma revelação: o abacaxi possui as tais calorias negativas, DESDE QUE VOCÊ TENHA O TRABALHO DE DESCASCÁ-LO!!! Considerando a diferença entre energia fornecida e energia gasta, uma fatia de abacaxi descascado por terceiros tem, digamos, umas 40 calorias, e uma fatia de abacaxi descascado por você tem -20. Eu passei pela experiência de descascar meu próprio abacaxi (notem que não estou usando o sentido figurado da expressão) e posso afirmar, sem medo de errar, que estou no mínimo 1,200 kg mais leve após tal empreitada. Sem exercícios, sem dieta, apenas gastando uns 8 minutos do meu tempo lutando contra a casca espinhuda.

Não é incrível?

(Pensando bem, tal descoberta pode me render inimigos... espero que a milionária indústria do emagrecimento não venha atrás de mim!)


 
:: Falta de assunto

Ontem eu estava com a BZ no telefone falando sobre a falta de assunto, que sozinha não dou conta do blog e isso e aquilo e aquilo outro. Daí, comecei a brincar com ela e dizer que eu ia colocar um post falando sobre o sonho que eu tive com ela e que isso representaria o auge da falta de assunto. Desisti. Eis que vou ver o que tinha de novo por aqui - sem esperança - e vejo que a dona BZ fez dois posts. Oh My God, acho que ela tem sofrido mais de falta de assunto do que eu! Será que escrevo sobre o sonho? rs


quinta-feira, julho 24, 2003
 
::Eu sou um cubo feliz! II

E eu tenho Speedy!!! Hip-hip-hurra!



 
::Eu sou um cubo feliz!

Eu tenho um gravador de CD, trá-lá-lá-lá-lá-lááá!



quarta-feira, julho 23, 2003
 
:: Supermercado I: um programa romântico?

(ao som de B52's)

Fui ao supermercado com meu namorado nesta semana. A gente sempre tenta fazer o mais rápido possível, então, mesmo sem tanto rigor, cada um vai pra um lado. Definitivamente, acompanhá-lo pode ser uma declaração de amor, mas nunca será um programa romântico.


:: Supermercado II: Batata Quente

(ao som de Deep Forest)

Na parte de frutas, verduras e afins a gente resolveu grudar um pouco. Peguei um saco de batatas e ele falou:

- Lu, vamos levar umas dessas grandes pra fazer batata assada?

Eu ri e aproximei o carrinho. Eis que chega perto do meu ouvido, pelas costas, uma senhora muito fofa:

- Mocinha, que receita você usa pra fazer essa batata grande?

E eu, que finjo ser gourmet e mal engano na cozinha, apontei pro Di:

- Ih, minha senhora, quem cuida da cozinha em casa é ele.
- Ah! Homem que é homem é melhor que mulher na cozinha...

Eu ri, ela riu e o Di suspirou aliviado porque, em seguida, ela continuou as compras e ele se safou de ter que inventar uma receita de batatas assadas no susto...


segunda-feira, julho 21, 2003
 
:: Parque

(ao som de Dizzy)

Neste domingo fui passear de mãos dadas no parque Oscar Americano. Você já foi? Lindo, lindo, lindo. E fiquei relembrando a minha infância toda quando minha mãe me levava pra ver verde nesta cidade repulsiva! Ontem, meus planos de morar no Rio ressurgiram...


domingo, julho 20, 2003

 
:: deprês
(ao som de algum do shelby lynne)

sim, galera. estou deprê. coisa muito comum. "de novo! larga dessa vida menino!". falando com a mari, tentamos descobrir o que está causando esse estado. claro que não chegamos a lugar nenhum... imagina, a mari e eu numa tentativa de psicólogos! a teoria mais consistente foi que eu ouço muita música triste, muito radiohead, mto portishead. me pareceu sensato mas não me convenceu.

aí ela vem me ensinar um tantra (sic) que invenção da nívão. segunda a mari, a nívea inventa muitos tantras para poder seguir a vida: "o passado não tem poder sobre mim, o passado não tem poder sobre mim, o passado não tem poder sobre mim". aí eu pergunto:"mas mari, deu certo?". ela:"não". para você o naipe que são as minhas conversas com a mari.

estar deprimido pode ser engraçado. a mão esquerda treme muito. se você quiser dar um tchau, é só levantar a esquerda que ela balança sozinho. e para mexer no pudim no foo para que não queime o fundo, é uma maravilha.

as insônias também podem render dinheiro. você responder alguns questionários e pesquisas sobre glutanaceo e aspargos. você também pode fazer um serviço de gravar filmes que só passam de madrugada. rendo muito mais de madrugada, mas minha mãe sempre diz que isso é desculpa de vadio. difícil explicar.

acho que a melhor sensaçao porém é de estar no fundo poço e se sentir um merda. pelo menos é a que você pode fazer mais piadas de si mesmo. sabe aquelas piadas de gente mal-humorada? sei que muita gente não gosta muito disso, mas eu me divirto.

vou assistir ao dolls de novo. para quê? ora, por causa da mina.

fui.


 
:: o lado de lá



será que um dia vou ter coragem, como a mariana zanotto, de viver o lado de lá?


sábado, julho 19, 2003
 
:: Caetano Veloso

Desde que nasci, Caetano está na minha vida. E fico reparando atentamente nas letras, nos acordes, nos detalhes das capas dos discos, nas histórias... Semana passada, sonhei com ele. Ríduclo, ok, rídiculo. Mas, falo de Caetano porque estou ouvindo o disco Uns agora - aquele que comprei um dia desses... E começou a tocar uma música chamada A Outra Banda da Terra. Todas as palavras que acabam com "r" Caetano puxa pro caipira. Bacana. E fico intrigada com esse "novo" (mais aspas?) visual dele... Terno engomado, gel... E penso no último show dele que chorei feito besta, mas ele não se dirigiu à platéia em momento algum. E lembrei do primeiro que fui, quando eu era ainda pequenina, Circuladô. Era gostoso sacar os movimentos no palco, ele se comunicando com você, cantando pra você... Gosto da música porque ela pode ser eterna, não importa que as coisas mudem, que você mude, que os outros mudem. A gente pode conservar as melhores melodias pra contar histórias de vida...


quinta-feira, julho 17, 2003
 
::Ah é

(ao som de Jimmy “Bo” Horne)

Deixa eu contar a novidade: dei mais um passinho rumo à minha futura brilhante carreira de DJ! Num esquema bem mais profissional dessa vez, numa festa lá no Central das Artes. Foi bacana porque eram 2 Djs – eu tocando black e um outro tocando anos 80 – e uma banda, então a responsabilidade ficou dividida e deu tempo pra curtir a festa. Apesar do cagaço (sonhei 3 noites com essa festa, pesadelos horríveis, num deles eu simplesmente esquecia de levar os cds – pior que isso me é familiar...) acho que eu mandei bem, bastante gente elogiou, devo ter sido convincente porque o dono do bar até pediu meu cartão, hahaha, eu e meus blefes... mal sabia ele que antes da festa começar eu tava pedindo pro DJ do bar me ensinar a usar o mixer dele! Enfim, foi muito legal e me animou a investir de verdade nisso. (Viu, Lu? Na próxima você tem que estar sem falta!)
Aproveito pra registrar meus sinceros agredecimentos aos amigos que foram lá dar uma força, encher a pista, dançar espetaculosamente e dizer que o som tava bacana... especialmente pros lutadores que ficaram lá até o fim, juro que se um dia eu começar a ganhar uma grana com isso vai rolar uma comissão pra vocês!



 
:: De volta!!!

(ao som dos acordes iniciais de Staying Alive - para uma entrada bombástica!)

IUPIII!!!
Estou de volta!
Após um período de reclusão, amadurecimento espiritual e pensamentos muito profundos, retorno à vida mundana!

Lu e Marcio, peço desculpas pelo abandono súbito. Meu computador sofreu uma morte inesperada e violenta que abalou a todos aqui em casa, mas, incrível, ele voltou tal qual uma fênix ressurgindo das cinzas, não teve sujeito saindo do coma depois de 19 anos?, foi mais ou menos isso que aconteceu, praticamente um caso de catalepsia, ele num minuto estava irremediavelmente morto e no minuto seguinte ressucitava como por um milagre, e agora cá está sobre a escrivaninha sem maiores sequelas, meu pobre pentium II é ou não um lutador?

Bom, o que importa é que tudo voltou ao normal, a ausência foi longa mas cá estou novamente, ainda a mesma pessoa besta e sem pudores – mas os meus cabelos, quanta diferença!


 
:: dolls
(ao som de time machine de chara)

a partir de hoje, vou colocar minhas resenhas sem naipe sobre filmes e cd's aqui no blog. tentarei fugir da falta de noção da galera acadêmica e ser mais sem noção. o primeiro filme de que vou falar chama-se "dolls".



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assisti com a re a este filme do takeshi kitano. era importante que eu estivesse acompanhado porque eu sempre dou vexame quando assisto algo do kitano. choro pacas, um ridículo. agradecimentos a renata.

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a história é baseada em peças do tradicional teatro de bonecos japonês. a primeira fala de um casal de mendigos que vagueia pela cidade amarrados por uma corda. a segunda é sobre um chefão da yakuza que relembra seu antigo amor. a terceira é sobre um fã de uma cantora pop. histórias de amor trágicas basicamente para fuder o que resta disso em mim. hehehehe

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o povo japonês é muito estranho. na real, em sociedade, não se vê tanto desespero. mas sua ficção é extremamamente dramática. é muito próprio desse civilização como diria bazin. tudo é muito contido, mas tudo é muito grande. apesar de não ser usual ou visível no dia-a-dia do japonês, o amor é tão presente e forte quanto em qualquer outro lugar. essa contenção cria outras formas de representar o amor. eu me identifico bastante com isso. tenho uma dificuldade enorme de falar para as pessoas o quanto as amo. mas sempre tento representar isso de outras formas.

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o kitano roubou de mim a personagem principal de um livro que penso em escrever. a mendiga é a minha persongem!!! morra, kitano!!!

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o que nào gostei no filme é a forma como foi editado. achei umas partes muito lentas. e existem metáforas feitas com transições muito esquisitas. desnecessárias até. não acho bom que o roteirista dirija o próprio roteiro, acho ainda pior o mesmo cara montar. há umas "falhinhas" no roteiro, mas compensado com cenas muito geniais. a impressão que tive é que ao contrário dos outros filmes, esse ele teve tempo e dinheiro. as soluções que ele dava pros outros filmes é muito simples. aqui há um experimentalismo de excesso. mas ainda sim cruel.

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a metáfora da corda parece muito boba, mas representa bem as nuances de um relacionamento. assim como ela atrapalha em determinados momentos (quando ambos querem ir para direções diferentes), ela tambem salva (quando ela caí e se não fosse estar amarrada, morreria). a cena final é ainda mais representativa.

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há um personagem cego mas ao contrário do ditado, sua cegueira foi uma escolha. o amor pode ser cego, mas fatalmente quando se está apaixonado é preciso fazer escolhas doloridas.

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uma outra questão muito boa é a espera. sempre achamos que esperamos o quanto for quando estamos apaixonado. há no filme um personagem que espera também. pensamos que é uma idiotice, mas percebemos a loucura em que se entra quando estamos apaixonados. o fato é que o personagem desmente isso e decide continuar. reparte com outro o que gostaria de ter repartido com seu amor. é um momento sereno dentro da tragédia do filme.

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o momento mais lindo do filme para mim é um expectativa que o enredo cria durante seu desenvolvimento. estamos frente a um desencontro entre os mendigos. estão juntos mas não estão. a cena em que se reconhecem como amantes é a coisa mais linda que eu já vi!!! se eu chorei? puta que o pariu!!! disfarçadamente para não passar vergonha. o foda é que o kitano fez de um jeito que fudeu ainda mais. ele colocou um elemento diferente, uma transição de sentimentos dentro das personagens que é revelado no rosto. foi foda.

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é isso. amei o filme, apesar dos problemas. entendo que os japoneses tem outra leitura desse filme. imagine que no começo do filme é mostrado mesmo um teatro de bonecos. a galera do cinema acho que não viu graça, mas eu sei por exemplo que meu pai veria muito.

o filme também me fez pensar no final do livro que ando escrevendo. não tem final ainda basicamente. não sei muito o que fazer. gosto das tragédias pelo seu poder de revelação, mas também não gostaria de dar um final desses para esses personagens que estão me tornando queridos. vejo neles muito dos meus amigos. o que farei?


 
:: Lokua Kanza

(ao som de Mutoto, de próprio)

Ouvi lá no sítio, neste mesmo final de semana do bezerro, Lokua Kanza em alta potência - regra número um para ouvi-lo. Lokua é um cara africano que canta em francês, inglês, português... É fera, dos melhores, daqueles que você ouve e não acredita. E fica intrigado com a voz e fica se perguntando se pode existir uma como a dele que te atinge tão profundamente. A mim, atinge. Fiquei em puro equilíbrio enquanto ouvia, de olhos fechados, deitada no sol, próxima à piscina. Estava dentro da cena perfeita pra ficar lembrando de quando fui ao show dele aqui em São Paulo. E fiquei arrepiada, lembrei da emoção que senti durante a apresentação. Ele ali, na minha frente, emitindo um som que entra no corpo e percorre tudo até a alma e te deixa meio em alfa. A platéia ficava em pé. Não devia, acho. Esse é o tipo de show que se deve assistir sentado, com um silêncio absoluto. E o público não era dos melhores... Isso porque havia barulho, não atenção. Eu fiquei paralizada, ouvindo, olhando cada movimento de Lokua no palco. Se você perdeu essa oportunidade busque outra que te traga uma sensação semelhante...


 
:: Sítio

(ao som de Vanessa da Mata)

Neste final de semana que passou fui pro sítio - Paraná, Jacarezinho. Pretendia renovar os ares pra ver se ajudava o ânimo. Talvez tenha ajudado. Fiz sauna, reciclei o bronzeado que, nesse inverno, está prejudicadíssimo. hahaha Mas, o evento do sábado - que se prolongou até domingo - foi o nascimento de um micro-bezerro prematuro. Marrom, lindinho. Mas, veja a dó do pequerrucho: ele nem conseguia andar, nem ficar em pé pra mamar. Foi tudo via mamadeira. O bichinho nasceu do tamanho de um cachorro, quase levei pra casa! rs Ainda bem que eu tenho um micro-irmão lindo pra esmagar! Assim me controlo com o mundo animal! rs


 
:: Compras

(ao som de You Make Me Feel Like Dancing, na voz de Edson Cordeiro)

E agora que não paro de consumir? rs Ontem, fui buscar uma calça minha que estava fazendo barra numa loja do repulsivo shopping Iguatemi. Oh My God. Aproveitei pra dar aquele pulinho nas Lojas Americanas pra dar uma olhada nos CD's por 9,99. Assim, sem compromisso, só aquela passadinha rápida. Isso tb. porque ia começar a novela e anteontem acabou num momento crucial. hahahaha Pessoal, CABÔ PRA MIM! Comprei 4 discos... Saca só: "Uns", do Caetano, "Meu nome é Gal", da própria; um do Chico muito caprichado e, por fim, o The Best Of do Edson Cordeiro. Tiro certíssimo pra quem fica arriscando comandar as pick-ups das noites paulistas. A pista vai pegar fogo na próxima festa, garanto.


 
:: Atenção

(ao som de Arnaldo Antunes)

Leitores, queridos, sinto por estarmos deixando vocês na mão. O post é, pra brevemente, atentá-los. O mais provável é que o Márcio não volte tão rápido. Essas saídas dele têm sido insuportávelmente longas. Queria ajuda pra gritar por ele - que sempre demora - e pela Mari BZ - que, misteriosamente, sumiu. Será que em equipe a gente consegue trazê-los de volta? Valeu, pessoal!


quarta-feira, julho 16, 2003
 
:: esquisofrenia
(ao som de moby)

acho que anda enlouquecendo. no termo médico da palavra. imagine que eu estava digitando um texto e quando acabei simplesmente faltavam pedaços!!! tenho perdido a noção de algumas coisas e me falta atenção. estranho, né?
pensei em tomar uns remédios ou voltar a beber coca-cola com vodka, mas acho que não ajudaria tanto. esses dias levei um tombo de maduro. ralei um joelho e torci um tornozelo, fora a minha mão direita arranhada que fode muito o ato de comer e escrever nao necessariamente nessa ordem.

bom, é isso.

onde anda a mari, aquela menina estranha? vou até lá e já volto.


quinta-feira, julho 10, 2003
 
:: Jantar a quatro mãos

(ao som de Otis Redding)

Ontem fiz parte da produção de um jantar a 4 mãos. Saca o prato principal: Risoto com Brie e Presunto Cru. Vai uma provinha?


quarta-feira, julho 09, 2003
 
:: Punk, a levada da breca

(ao som de Let's Conversation, Elvis)

Outra da gaveta: me chamavam de Punk quando eu era pequena, lá pelos 9 anos! Você se lembra dela? Uma molequinha, de sardinhas, moreninha, com o cabelo preso com duas chuquinhas, malandra que só. E ontem, estava no médico (outro pra coleção!!!) e minha mãe conta que quando eu era pequenina (micra mesmo) os adultos me chamavam de Tática Progressista de Infiltração Comunista: quando menos se espera já tomou o poder. Hahaha. Muito boa, né? É você? Era chamado(a) de...?


 
:: Receita

(ao som de Pixes)

Outro dia, Pollock me perguntou como se fazia um molho caesar. E, rídiculo, travei porque existem váááárias maneiras de se fazer molhos caesar. Fui reprovada. Uma gastrônoma reprovada! haha Por isso resolvi publicar uma receita deliciosa. E já decorei. Vai uma saladinha?

Molho Caesar
Atelier Gourmand

Ingredientes

2 dentes de alho
2 col. (sopa) de suco de limão
1 col. (chá) de mostarda
4 filés de anchova (escorridos do óleo e secos)
¾ xíc. (chá) de azeite*
50 g de queijo parmesão ralado
sal e pimenta
1 gema (opcional)

* Se quiser um sabor menos acentuado, use ½ de azeite e ½ de óleo comum




terça-feira, julho 08, 2003
 
:: festa 11.07



diz a lenda que a mariana bara zanotto irá fazer o som... =)


 
:: Meu Querido Diário

(ao som do disco Arquivo, Paralamas)

Outro dia, fiquei sem sono... Resolvi pegar meu diário da quarta série, quando eu tinha 10 anos. E me diverti a valer! rs Foi então que percebi como é urgente uma terapia. E, primeira lição: ler meu querido diário... Saca só o desabafo do dia 29.12.1991:

"Meu querido diário,
Por favor, não conte para ninguém. Eu preciso te contar uma coisa que ninguém pode saber. A Liana* está meio doente e tá todo mundo paparicando ela. E eu estou morrendo de siúmes*."

* Minha irmã mais velha
* A grafia era essa mesmo. Oh My God!

Foi revelador...E sou ciumenta até hoje, só que agora com "c".


 
:: História de Cinema

Meu irmão é meu xodó. Quem me conhece sabe disso. Um gatinho, que acabou de fazer 8 anos. Um doce, esperto e inteligente. Na semana passada ele entrou de férias depois da festa junina da escola, na quinta-feira. Passou sexta o dia todo me ligando, perguntando se eu tinha um tempinho pra passar lá, fazer algum programa. A gente se diverte muito junto e eu apronto coisas bacanas com ele. Passei pra buscá-lo umas 17h30. Antes, liguei:
- Bru, leve R$ 10,00, tá?
Ele concordou. Depois, ele me liga: -
Luca, vc pode levar aqueles R$ 10? Eu não tenho.
E eu:
- Mas Bru vc não tem R$ 70 aí?
- Mas não tenho trocado, Lu.... Por favor...?
E eu derreti. Porque o garoto é esperto mesmo. E eu sou coruja MESMO. Ele sempre me enrola e eu, na mais pura consciência, sou enrolada. Também porque ele é muito doce e sabe dividir as coisas dele de um jeito incrível. Outro dia, no meu aniversário, fui jantar com ele e ganhei um jogo de canetinhas miniatura que era da coleção dele. Só porque ele sabe que sou vidrada em miniaturas. Dá pra resistir?
Enfim, fomos na sexta assistir Procurando Nemo e é muito bacana! Quem estiver no pique de aguentar um cinema barulhento.... Eu recomendo.


quinta-feira, julho 03, 2003
 
:: justificativas
(ao som de tension is passion note do sixpence)

estou voltando! vai esquentando o feijão e descongela o suco! =)

depois de muito matutar e ver que minha vida não faz sentido mesmo, voltei pra escrever coisas sem naipe nesse blog naipudo como diria a fernanda frasca cujo pilequinho sempre me comove e me inspira. e mesmo que os assuntos se percam -- porque tudo vai se perdendo e encontrando, ufa! -- vou tentar ser pelo mais freqüênte (viu, dona fecarotta?)

estou de malas para são carlos ou como dizem os íntimos, sanca. assim poderei fazer crônicas citadinas também!!! o que sanca tem que belô e coxa não têm? saberão os que acompanham o blog. e se sanca não tiver nada, invento, oras!

quero comentar, por fim, a ausência da nossa querida colunista mariana bara zanotto, aquela que ainda não se formou em rádio e tv e não a menina-bailiarina-que-voa. onde estará a mari que foi ao cinema e não voltou? diz a lenda que ela foi ver um filme romântico e tal.... heheheheheheeh... a vida é engraçada! e menina que voa, boa sorte aí em sao petersburgo!!! voe voe voe!!!

volto com mais notícias... e a nossa festa? ops, o suco já descongelou!




 
:: Literatura e Música

(ao som de Amelie Poulain)

Estou lendo "Razão e Sentimento", de Jane Austen. Um presente do querido Márcio. Não costumo ler ouvindo música, apesar de, em todos os outros momentos da minha vida, eu ouvir música exaustivamente. Pra tudo. Eis que tive a esperteza de ousar e comecei a ler ouvindo a trilha de Amelie Poulain. Nunca vi casar tão bem uma leitura com um som de fundo. Sério. Queria que vocês experimentassem também. Parece que a trilha está mesmo fazendo parte da história, um barato. Agora, sempre antes de dormir, faço duas coisas que estão entre as que eu mais gosto: leio e ouço música.


quarta-feira, julho 02, 2003
 
:: Trocadilho

Tenho facilidade pra achar graça nas coisas. Acho que assim a vida tende a ficar mais gostosa. O que você acha? Muito engraçado foi o que eu li outro dia. Ia ter uma reunião em uma empresa - top secret - sobre voluntariado. E um cara escreveu no e-mail pra outro: E aí, chapa? Você vai na reunião de voluntobrigados? hahaha Posso com isso? Bom, aproveintando o gancho... Estou atrás de algum lance voluntário perto de casa - Pinheiros. Alguém sabe de alguma coisa? Até o ano passado trabalhava num orfanato, dava aula de artes. Mas, cristo rei, era no Morumbi e eu chegava mega-atrasada no trabalho. É isso, pessoal! Quem souber, dê um toque. Aguardo.