sexta-feira, janeiro 27, 2006
 
:: Foto de Helmut Nweton "emprestada" do Letteri Café ("blogue de cabeceira")





 
:: Últimos discos que ganhei de Pollock...

1. Itamar Assumpção - Beleléu e Isca de Polícia
2. Ney Matogrosso cantando Cartola
3. Madeleine Peyroux - Careless Love


 
:: Ney

"A beleza te escolheu para se representar".


 
:: ...

Ela percebeu que a vingança mais malígna era se matar. Logo em seguida, percebeu que, mesmo na morte, ela vivia em função dos outros... Morria em função dos outros.
Desistiu.


 
:: Ensinamentos

Você está mais forte.
Não porque não sofre mais.
Porque aprendeu a sofrer...


 
:: Repeat

Leslie Feist


quarta-feira, janeiro 25, 2006
 
::Eu amo o Laerte 3



sábado, janeiro 21, 2006
 
::Luto

Eu tentei evitar o assunto, realmente tentei. Mas putaquepariu!
O meu salsicha morreu.
Ele chegou em casa, micro, quando eu tinha 10 anos, e morreu com 16. Façam as contas: mais de metade da minha vida foi com ele do lado. Foda. E olha que ele ainda fez uma baita hora extra nesse mundo, e eu tava me preparando pra isso há um certo tempo, mas mesmo assim é foda. Ainda mais pq quando um ser é tão velhinho você espera que a coisa seja mais serena, que ele durma e simplesmente não acorde mais, e não que ele passe 15 horas tendo ataques epiléticos horrorosos.
Muito triste!


quarta-feira, janeiro 18, 2006
 
::Metamorphoses

Eu era assim:




Fiquei assim:



Notaram, notaram?


segunda-feira, janeiro 16, 2006
 
:: Um Dilema

Não sei se vocês já notaram, mas a vida na pós-modernidade é muito, muito complicada. Há muitos caminhos. Muita opção. Imagine um universo infinito de possibilidades e você, perdido ali no meio, tentando fazer a escolha certa.
Por exemplo:

Qual LUX é mais LUXO?

Perfeição Cremosa?
Nutrição Radiante?
Frescor Irresistível?
Sedução do Chocolate?

Difícil, né?
Imagina se você fosse libriano, então...


terça-feira, janeiro 03, 2006
 
::Sob Encomenda
(ao som de CSS: Ele é fodão mas eu sei que eu sou também!)


Prometi uma blogada para ele. Ando com preguiça de escrever, sabe quando a vida vai muito bem e você vira um sorriso cor-de-rosa ambulante e a última coisa de que precisa é um blog?, pois então. Mas ele pediu, e ele pode.

Porque ele é todo cor de rosa com uns dourados aqui e ali. Porque ele é engraçado e é cheiroso, muito cheiroso, a qualquer hora do dia ou da noite. Porque ele é classudo. Porque ele canta errado. Porque não dá pra ficar perto sem rir: com ele, ou dele, ou da risada dele que é inacreditável e espetaculosa e se um dia você foi ao cinema e ouviu um estrondo dentro da sala pode apostar que era ele gargalhando.

Porque, não satisfeito em ser legal e lindo (quando a gente é adolescente e a vida é simples é só isso que espera de um namorado: "legal e lindo", e a gente se faz de madura e diz que é nessa ordem mas em geral é na ordem inversa...), como se isso não fosse o bastante, ele ainda tinha que vir ultra-bem-humorado, fofo e de olhinhos verdes que ficam pequenos e riscadinho quando ele ri, e ele ri muito, eu me sinto uma indiana olhoruda em todas as fotos que tiro ao lado dele, os olhos ocupando a cara inteira.

E ele sabe tudo de computadores. E sabe tudo de cozinha. E lê alucinadamente, e fala muitas línguas, e me ensinou a xingar em alemão. É aquele tipo de pessoa que é insuportavelmente inteligente mas topa filme ruim e canta funkão proibidão com as palavras chulas e tudo mais. Multi-homem, saca? Fácil, muito fácil de se gostar. (Fora o corpinho, haha! Fora a carinha de canalha, e mais um bocado de coisas que eu não posso falar aqui sob risco de aparecerem na coluna do Cesar Giobbi amanhã.)

Ele é tão multi que às vezes parece que eu não tenho nada a acrescentar. Então eu faço carão e falo algo misterioso e tento ser instigante, mas é sempre um pouco ridículo e ele me desmascara em 15 segundos. Ok, ele pode, porque é divertido. Mesmo me sacaneando ele é divertido, mesmo rindo e falando comigo como se eu tivesse 5 anos ele é divertido, e quando ele tá rindo eu penso que, no fim das contas, alguma coisa eu devo ter acrescentado, e boto mais lenha no riso, e por aí vai. Impossível brigar com esse cara.

Mas aí ele fica sério. Se concentra no jornal, ou no computador, e não adianta fazer micagens ou uma dancinha sensual que ele não dá bola, fica naquela quase-indiferença (ele é fino demais pra ficar indiferente) insuportável e só me resta ficar ali olhando, vez ou outra ele ainda lança um sorrisinho pra mostrar que sabe o tempo todo que tá sendo olhado.

E ele faz uns passinhos de dança quando tá animado, ele sempre tá animado quando sai do banho, por que será?, então ele fica ali dançando uma música imaginária enquanto pendura a toalha ou fuça as gavetas e eu só fico olhando com cara de boba, faz um ano que eu tô com uma constante cara de boba, e tô ficando cafona e, puxa, é tão legal ser cafona que eu devia ter começado muito antes, quem sabe no colegial, a gente deve ter se trombado muito quando eu tava no colegial mas ele era professor, não ia pegar bem. Enfim, o fato é que é muito legal ser cafona e ter virado um sorriso cor-de-rosa ambulante, então, por tudo isso, e pelo ano incrível, e pelo orgulho enorme de estar do lado dele, e pelos etcs todos que não cabem aqui, por essas e por outras eu acho que, no fim das contas, ele merece sim que eu deixe a preguiça um pouquinho de lado e arrisque uma blogada.

Então essa é pra você, baby.

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