quarta-feira, janeiro 28, 2004
 
:: O Senhor dos Anéis IV

Será que só eu notei que o Legolas e o Max Fivelinha são a mesma pessoa?


 
:: Stanley Jordan: transformador

(Pensei um tempão no nome que daria pra este post. Porque me veio aquela babaquice de o "rei, gênio, mestre e o escambau a quatro da guitarra". E a grandeza do cara não merece isso, saca? Ele merece muito mais, uma coisa que traduza o cara. Eu não me senti satisfeita com o nome que acabei dando, mas dá pro gasto. Stanley Jordan é um tranformador. Faz uma guitarra virar duas, na maior simplicidade, sem o menor esforço. Arrepio)

...

Tenho ido a shows da melhor qualidade. Mas nunca vi nada igual, nem parecido com Stanley Jordan no palco. Aliás, eu tô até sem comentários, me intimidou. O cara é muito fera. Coisa que não existe, saca? Só vendo pra crer. E foi assim comigo. E eu estou boba. O cara é um gênio. Pra dar o gostinho: ele fechou o show com mercy, mercy, mercey, do Jaco. Do caralho!


 
:: Juro que é a última vez que eu falo disso...

...mas meu TCC está acabando comigo.

O prazo de entrega era dia 28 de novembro. Então eu fiquei o ano passado inteiro com essa data pregada na parede, em cores espetaculosas, e não tinha um dia em que eu não pensava que depois disso seria uma mulher livre.
Pois bem. Dia 27 de novembro, a beira de um ataque de nervos, eu descobri que tinha, meio informalmente, uma semana de prorrogação.
E uma semana depois eu descobri que a recuperação ia atá o fim de fevereiro (recuperação: por quê não?).
E fui passar janeiro na Bahia, ê vida.

Mas agora voltei, e fevereiro tá aí, e tem carnaval, por que diabos eu não entreguei há 2 meses, por quê?

(agora vem o melhor)
E o meu computador deu pra bufar de uns tempos pra cá. Ele urra e grunhe e apita e solta gases, a tela está azul, isso não me parece nem um pouco normal, sinto que ele vai morrer amanhã ou depois. E se eu não fiz um TCC em um ano no meu computador, não vou fazer em um mês no computador alheio. Isso definitivamente não vai acontecer, por mais que eu tente.

E então é isso, eu vou ser jubilada.

(Não deve ser tão ruim assim, no fim das contas. Eu nem queria mesmo, não gosto da área, e definitivamente não vou precisar de um diploma quando estiver rica e plenamente realizada vendendo camisetas cheias de glamour na feirinha da Benedito Calixto.)



 
:: Eu sou foda

Sem querer me gabar, mas eu sou foda! Hoje vou fazer som numa festa bacaníssima e já tenho mais 3 festas quase garantidas entre essa e a semana que vem. Além disso, tudo indica que eu vou fechar um lance aí. Tem gente querendo investir nessa minha moda de DJ. Viu que maravilha? É isso aí. Ganho mal pra kct e preciso tirar uma graninha de algum lugar, né? E, quero só ver onde vai parar essa brincadeira, com empresário e tudo. Eu levo jeito pra coisa! hahaha

Pronto, passou. Foi só um instante de tentar me convencer do meu amor-próprio. Porque eu sou foda, mas ultimamente tem sido foda.


 
:: nivão rules








essa é a nívea... bjs!


 
:: e.r.

comecei a assistir a essa série quando passou na tv aberta. adorava. acho que no hospital fica muito latente o encontro da vida e da morte. fiquei decepcionado que a globo tenha cancelado sua exibição. quando migrei para a tv a cabo, recusei-me em acompanhar por ter perdido tantas temporadas. mas semana passada assisti a um episódio meio por acaso. é o episódio em que o dr. green vai embora do hospital por causa de um tumor no cérebro ( 8 temporada) . lembro-me da fernanda frasca me avisando que isso havia acontecido, mas me recusei a acreditar.

hoje passou o episódio em que ele tenta se reconciliar com sua filha adolescente. os dois vão para o havaí. e é bem foda. ela é do tipo revoltadinha. não é uma reconciliação bem feita. não vemos uma grande cena em que isso seja bem representado. é dificilver algo que defina que todos estão bem. ele morre assim. no enterro, há uma cena que tenta recuperar o bom final americano quando a menina solta um balão azul.

mas depois disso, pensei sobre como é muito foda esse seriado. a gente convive com essas pessoas e quando se vão é como se alguém muito próximo tivesse ido. é um pouco de besteira se afeiçoar dessa maneira, mas sou assim. vou continuar assistindo. é como se eu fizesse as pazes com a perda.


terça-feira, janeiro 27, 2004
 
:: o último samurai

estava saindo da sessão do "último samurai" quando ouvi um comentário mais ou menos assim: "é um filme americanizado, mas a fotografia é boa, etc..." eu estava exatamente pensando no que escrever sobre o filme e tive uma impressão parecida. achei o cara um babaca, mas realmente ele tem razão: é um filme americano. o confronto das culturas é muito interessante. a galera do cinema achou engraçado algumas coisas da cultura japonesa, confesso que achei algumas coisas exageradas, mas não consegui rir do harakiri ou da honra feudal que tem um samurai.

chamou-me muita atenção o tratamento da honra. é claro que no filme é muito glamourisada, parece que só tem honra quem é samurai. fiquei pensando qual o melhor conceito de honra para mim. e durante essa chuva paulistana pensei: honra é se dar. quando dizemos que é uma honra servir alguém, estamos falando que é um prazer se dar a essa pessoa. é meio estúpido se dar tão ingenuamente. mas são esses ingênuos quem movem a roda da história.

mas se dar ao que? tem gente que se dá a umas coisas mas nem assim é honra. pensei: honra é se dar a alguém que pode se dar também. por isso que honra não é se dar ao dinheiro por exemplo. japonês tem essa coisa de pessoa agradecida.

o filme em sim me soou romantizado, mas foi prazeroso ouvir a sonoridade da língua japonesa. melhor foi pensar em quantos samurais andam por aí com a difícil tarefa de manter sua espada afiada: a tarefa de seguir seus príncipios.


domingo, janeiro 25, 2004
 
:: Um som que eu recomendo!

Ontem fui jantar com uma amiga em um restaurante que eu adoro e está dentro das minhas possibilidades financeiras, uma maravilha. La Tartine, é o nome. Um lugar superaconchegante, delícia pura. Uma comidinha light e boa demais. Quiche de alho-porró e salada verde. hum... Mas, o melhor, foi que no caminho a minha amiga me apresentou um som ótimo. Comprei o disco hoje e, sem dúvidas, recomendo. Jack Johnson. Lembra um pouco Ben Harper, mas sem a batidinha pop, de surf music, saca? Se não saca, vá atrás, vale a pena.


 
:: one tree hill

estreou esse mês na fox channel o seriado teen "one tree hill". seria um programa qualquer dentre as muitas que existem na tv paga, mas um "dawson?s creek". mas fui pego por ele e quase inconscientemente assisto todas as quintas a noite.

não há nada de novo no seriado. um filho bastardo , lucas, entra no time de basquete em que o irmão legítimo, nathan, é astro. o conflito é gerado quando o pai de ambos pressiona seu filho legítimo a ser um grande jogador e que isso pode significar trapacear e fuder o bastardo. e para complicar, rola um affair entre a namorada do nathan, peyton, e lucas.

me pergunto por que gostei até aqui do seriado, existem tantos outros talvez melhores mas pelos quais não tenho muita simpatia. talvez seja esse sentimento de não pertencimento que lucas tem até agora. talvez pela torcida de lucas acabar com a arrogância de nathan, talvez pelas relações familiares tão desordenadas, talvez ainda pela potencialidade de peyton ser a grande personagem do seriado. ou pela amiga de lucas entrar num dilema moral e amoroso. não sei bem.

talvez seja pelo clima redentor que cada final de episódio tem. às vezes, uma redenção tola de fazer uma cesta para alguém que se ama. mas acho que sou muito simpático com a idéia de que podemos ser pessoas melhores, mesmo que não acertando cesta nenhuma.



sábado, janeiro 24, 2004
 
:: Um espetáculo de Show



Música no palco, em geral, costuma ser um espetáculo. Mas esse show do BossaCucaNova foi um desbunde, coisa especial. Pra começar que foi no Bourbon Street. O bacão é rodeado por uma imitação de teclas de piano, lindo, lindo e o chopp sai de um sax, é mole? Um charme puro. E os caras no palco mandam muito bem. A Cris Delano, que canta, tem uma presença louca no palco. Cabelos vermelhos, um jogo de cintura incrível e uma voz deliciosa. Mas, fato é que ela não é a banda, que a banda mesmo é Dj DaLua, é Márcio Menescal, é Alexandre Moreira. E os caras arrebentam. Vale muito a pena o som deles. Se você não conhece, já sabe: eu recomendo.

De quebra ainda fiz uma pequena entrevista com a Alexandre, depois do show, e com o Simoninha que fez uma linda participação especial, cantando Essa Moça Tá Diferente, do Chico Buarque. Essa sim vai render lindos frutos pro Vozes do Brasil. Pra você que sintoniza a Rádio Eldorado, fique ligado que em breve teremos novidades. E é isso aí!



 
:: Perdas (da gaveta)


Hoje quando acordei pensei no posto de caçula que perdi. Depois, pensei na morte do meu avô e, mais no passado, lembrei da saudade que sinto calada da minha avó que também perdi. Me prende a atenção a foto no porta-retratos na bancada do meu quarto. Lá está uma amiga que também perdi, em vida. Sorria ao meu lado, em um momento de completude absoluta. Do outro lado, está a foto do meu irmão, do meu xodó. Penso rapidamente em sua infância, que logo vou perder. Ele cresce sem parar. Levanto. Vou tomar remédios e vejo que perdi meus comprimidos. Vou colocar um disco e não acho, talvez tenha perdido. Começo a lembrar de cenas que se perderam na história. Esqueço. Quero esquecer. Fico paralisada quando começo a remontar minhas histórias de amor. Lembro do primeiro que perdi por amar tanto. Lembro do segundo que me perdeu por me amar tanto. Sinto saudade de doer o coração ao lembrar do amor. Penso no amor doentio que um dia senti por um namorado. Em seguida, lembro que perdi a loucura e que isso é sem-graça. Lembro das vezes que perdi no gato-mia e era emocionante. Lembro da primeira vez que andei de mãos dadas na praia e que eu poderia ter perdido mais tempo com esse prazer. Penso no meu último amor e, ao mesmo tempo, penso que perdi a verdade. Que o respeito perdeu-se. Lembro que perdi a chance de assistir “Noites de Cabíria” ao lado dele. Penso que perdi horas no trânsito. Penso, depois, que não acho algumas coisas que perco pelo caminho. Perdi o medo do escuro e o que eu queria perder - o medo da morte - não perdi. Vejo que perdi a relação que eu tinha com a minha irmã. Perdi tempo na minha última sessão de análise. Estou com sono. Perdi horas de sono chorando. Perdi água chorando. Perdi tempo de leitura, perdi a capacidade de refletir sobre o amor. Lembro da minha casa na vila, onde eu nasci, e recordo que perdi o casamento dos meus pais, que perdi meus gatos, meus cachorros e hoje só resta pelúcia, que talvez eu também perca um dia. Perdi minhas bonecas, minhas roupas, meus perfumes. Perdi meus amores inocentes. Perdi o brinco que minha avó paterna me deu aos quinze anos. Eram dela aos quinze anos de um tempo que não conheci. Perdi a época da Mona Lisa. Perdi shows do Eric Clapton. Lembro do dia em que perdemos Ayrton Senna e, logo em seguida, perdi a cesta decisiva no jogo de basquete. Depois, lembro que perdi a final da Copa do Mundo do ano passado. Perdi meu avô paterno na tv, no rádio, na vida da minha vozinha. Perdi minha coleção de bolinhas. Perdi a chance de escrever pro Valor. Perdi algumas anotações pessoais. Perdi o horário da manicure. Recordo que perdi algumas aulas de piano, que perdi o aprendizado, perdi um pouco de música por isso. Depois do piano, penso que perdi o hábito de tocar violão depois que um amor imperdível me perdeu. Perdi a possibilidade de fazer administração. Perdi a chance de tirar carta de motorista aos 18 anos. Perdi um pouco de cabelo. Perdi alguns anéis, algumas fitas que gravei na adolescência. Perdi fotos da Mari. Perdi a vontade de assistir filmes do Glauber Rocha e de dançar forró. Perdi a chance de um grande amor no ano retrasado. Perdi alguns quilos. Perdi a promoção da máquina fotográfica da minha vida. Perdi um ano novo e uma grande amiga ao mesmo tempo. Perdi a esperança, mas tenho você e isso me conforta.


quinta-feira, janeiro 22, 2004
 
:: E por falar em BZ...

(coisas que me deixam bem humorada)

Uma coisa que me deixa de bom humor é ir pro trabalho naquele trânsito insuportável com o privilégio de ouvir um som em alta potência! E hoje funcionou muito bem: coloquei pra tocar o disco que a BZ me gravou, um mix de coisas maravilhosas, da mais alta qualidade, uma beleza. Depois publico aqui a listinha pra você ir atrás! Já sabe que vale a pena.


 
:: Desabafo

Um pequeno desabafo...A Bz tá fazendo uma falta monstra. Quem sabe se todos nós nos concentrarmos para que ela volte antes não calha de dar certo? Quem se habilita a me dar uma força? Eu já comecei...


 
:: 21 gramas
Post-Comentário


Isso era pra ser um comentário do post do meu querido Marcito, mas, sabe comé, os comentários estão altamente temperamentais. Então, como não podia deixar de ser, resolvi fazer um post-comentário. Que tal?

Uma linda fala que encheu meus olhos (porque esse filme é triste, mas não tira lágrima, pelo menos não as minhas...).

Quando a mãe diz de uma das filhas, enquanto digeria as mortes:

- A Katie morreu de cadarços vermelhos.........E ela não gostava de cadarços vermelhos...

Arrepiante!


 
:: 21 gramas

há nesse filme algo de que gosto muito, mas não sei dizer o quê. é uma história simples, mas que foi montado de um jeito diferente. até o meio do filme me parece uma simples colagem de boas sequências. a unidade se dá na segunda parte do filme.

não sei bem se fala sobre a morte. talvez, como a renata que foi comigo disse, seja um tipo de celebração da vida mas de uma forma dificil. acho que poderia ter qualquer outro título. 21 gramas nem teve tanto significado assim. há uma outra coisa que torna o filme muito bom. talvez seja essa coisa íntima e familiar que sempre colocamos como estrangeiro: ir embora, começar de novo, interromper, life goes on.

e nunca o dedo do meio ficou tão bem em um filme.

p.s. cena animal: quando a mulher recebe a notícia da morte das filhas em off enquanto a câmera está na irmã da mulher. fodasso.


 
:: meu cd player de mp3

eu tinha um monte de sonhos de consumo quando era moleque. cresci, virei comunista (para minha familia é petista) e agora tenho uns poucos. mas resisto, tenho sim! e um dos meus sonhos de consumos foi realizado na segunda-feira quando tirei o pouco que tenho da minha conta e comprei meu cd player que toca cd normais e regraváveis e arquivos mp3.

nessa brincadeira, por exemplo, coloquei toda discografia do radiohead e do coldplay num único cd ! posso ser triste por 37 horas ininterruptas que é o tempo de duas baterias alcalinas !

joguei todas as minhas fitas k7 fora e os cd?s gravados estou distribuindo. essa tecnologia é uma coisa foda, vou te falar. pelas contas, posso colocar todos os meus cd?s (uns 50) em apenas 5 CD?s. mas tudo tem suas desvantagens, mas ainda não descobri qual... hehehehehe.

p.s. mentira, descobri sim: é tanta música que a gente se perde.


quarta-feira, janeiro 21, 2004
 
:: Roubei de um blog, não resisti, é genial, Saca só:



 
:: Santa Efigênia

Incrível, mas andei adoidado pela St. Efigênia com uma vontade louca de fazer um mix básico. E entrei numa daquelas galerias toscas atrás de um banheiro. E lá estava, no fundo, fundinho mesmo, ao lado de uma micro-lanchonete - que nem se arrisca tomar um cafézinho - e, adivinha? O banheiro estava brilhando, nos trinques. Muito mais limpo do que o banheiro da Veridiana, que, diga-se de passagem, é a pizzaria mais charmosa e badalada das esquinas de Sampa...


terça-feira, janeiro 20, 2004
 
:: Toma vergonha na cara!

Uma coisa que pra mim não tem o menor cabimento é ir ao Mc Donald's e pedir uma salada! Porra, você se locomove pra comer e vai ao Mc, ok. Você vai ao Mc e pede uma salada??? Só pode tá de brincadeira comigo! E hoje presenciei um diálogo que me deixou ainda mais boquiaberta! Saca só:

Eu tava na fila pra fazer meu pedido. (Essas coisas, vou comer o último Mc antes de recomeçar o regime. haha Quem sabe um dia...) A moça que estava na minha frente pediu uma salada, mas não foi só. Foi uma barbaridade:

- Quanto é aquela salada?
- 8 e tarará, respondeu o caixa.
- 8 e tarará???
- 8 e tarará, ele respondeu tirando o maior barato, imitando lindamente a moça.
Eu estava atrás, meio pro lado e ri. Ok.
- E a salada é quente ou fria?

Eu pensei: O-H M-Y G-O-D!
E foi assim. Uma cena lamentável. Uma moça vai ao Mc, pede uma salada, reclama do preço e ainda pergunta se é quente ou fria. Posso com isso? Preciso de uma boa noite de sono.


 
:: Querido Diário (Tópicos para uma semana perfeita)
Cazuza/1978




Segunda-feira
criar a partir do feio
enfeitar o feio até o feio seduzir o belo

Terça-feira
evitar mentiras meigas
enfrentar taras obscuras
amar de pau duro

Quarta-feira
magia acima de tudo
drogas barbitúricos
I Ching
seitas macrabras
o irracional como aceitação do universo

Quinta-feira
olhar o mundo com a coragem do cego
ler da tua boca as palavras com a atenção de um surso
falar com os olhos e mãos como fazem os mudos

Sexta-feira
assunto de família: melhor fazer as malas e procurar uma nova (só as mães são felizes)

Sábado
não adianta desperdiçar sofrimento por quem não merece
É como escrever poemas no papel higiêncio e limpar o cu com os sentimentos mais nobres

Domingo
não pisar em falso nem nos formigueiros de domingo
amar ensina a não ser só
só fogos de São João no céu sem lua
mas reparar e não pisar em falso nem nas moitas do metrô nos muros e esquinas sacanas comendo a rua porque amar ensina a ser só
lamente longe por favor
chore sem fazer barulho


PS. O cara é muito fera. Amo esse Cazuza.



 
:: Mau Humor

Estou com sono, não tem clouse-up vermelha para escovar os dentes, meu óleo de banho acabou, o grau dos meus óculos estão fracos, minha mãe chegou de viagem, meu pai só volta na quinta ou talvez na sexta da praia, meu namorado vai viajar de novo, meu trabalho é razoavelmente longe da minha casa, tenho de marcar médicos aos montes, meu psicólogo está de férias até semana que vem, eu tenho montes de trabalhos pra fazer, hoje tenho 3 compromissos inadiáveis à noite no mesmo horário, minhas unhas quebraram, preciso ir na depilação, meu gato está com caganera, tenho que ir na farmácia comprar remédio pra ele, mas está calor e eu estou a pé, meus discos não cabem mais no meu quarto, não tenho grana apesar de dar duro, tenho de digitar um bitelo pra Rádio Cultura porque escrevi o documentário que estou fazendo inteiro à mão, minha mãe foi ao super e não comprou melancia, minha caneta bic está falhando, meu relógio está sem bateria e chocolate engorda!!! É mole?


 
:: Sean Penn

Bateria alucinante de filmes. Essa é parte considerável da minha vida desde a semana passada. E, danou-se, fico cada vez mais obcecada pelo Sean Penn. Porque o cara é bonito pra kct, é um puta ator e faz filmes geniais. Saca só "Os Últimos Passos de um Homem". Arrepiante! Sean Penn faz o papel principal ao lado de Susan Sarandon - que é outra fera - com uma classe e tanto. Fico ligada nos filmes que ele participa porque o cara passa uma emoção singular. E nestes dias fui assistir "Sobre Meninos e Lobos" e "21 gramas". A história se repete. Ele está cada vez mais brilhante. E, danou-se, ele realmente é um homem, desses que a BZ procura e que eu dou o maior apoio! rs E agora?


domingo, janeiro 18, 2004
 
:: concentração

o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim. o passado não tem poder sobre mim.


quarta-feira, janeiro 14, 2004
 
:: Americano é detido por debochar de identificação

Um americano membro da tripulação de um vôo que chegou ao Brasil procedente de Miami, Flórida, debochou da identificação da Polícia Federal brasileira e acabou detido. O piloto da American Airlines foi detido nesta manhã no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
De acordo com a Globonews, o americano ridicularizou o procedimento de identificação de estrangeiros da Polícia Federal e, ao posar para ser fotografado, fez um gesto obsceno para a autoridade de imigração brasileira. Ele também teria desacatado os policiais.

A tripulação do avião também não quis passar pela identificação e, por isso, não pôde entrar no país. No total, 12 pessoas estão detidas. Os americanos devem ser deportados para os Estados Unidos ainda hoje.

ok, depois de "tiros em columbine" a gente fica muito sucetível a achar que todo americano deva ser um grande babaca -- pior um babaca armado com medo e se achando o rambo. este artigo parece referendar isso, mas não vamos generalizar. talvez exista uns 5 ou 6 americanos gente boa.

o lula fez bem ao pedir o lance de não ter visto para brasileiro. mas é óbvio que os caras vão enrolar e não dar bulhufas.
só se tiver algo que os eua queiram do brasil e só o brasil possa dar, tipo o autêntico samba. como eles não ligam para isso... e tem outra coisa: os nossos passaportes realmente são uma merda. até eu que não tenho o mínimo de habilidade manual posso falsificar com facilidade... se de um lado a gente pede reciprocidade, a gente tb tem q ter um minimo de naipe no passaporte.

fora isso, não iria para os eua nem a pau! os caras vao te maltratar, discriminar (só se vc tiver uma grana boa q nao) e ainda pode cair o avião! nem a pau juvenal!


segunda-feira, janeiro 12, 2004
 
:: Alemã causa caos ao tentar sair de vaga em estacionamento

15:18 12/01

Reuters

BERLIM - Uma mulher causou mais de 100 mil euros de prejuízos após uma série de acidentes que começou com uma ré para sair de uma vaga em um estacionamento na cidade de Kirchner, na Alemanha.

O saldo da manobra foram quatro veículos danificados, além do carro da motorista, que acabou de cabeça para baixo.

A polícia disse na segunda-feira que a mulher deu ré bruscamente para sair de sua vaga, na parte superior de um estacionamento de uma loja de departamentos, bateu em um Nissan estacionado e amassou um Mitsubishi que estava próximo.

A motorista resolveu então acelerar, entrou na sua vaga original, mas acabou passando por cima do muro protetor e despencando para o andar inferior do estacionamento, seis metros abaixo.

O carro caiu em cima de um Renault, bateu em um Citroen e caiu de cabeça para baixo.

A polícia disse que a mulher estava no hospital, mas que não corria risco de morte.


_ é por isso que nem eu, nem o saji e nem a mari temos carta de motorista.



domingo, janeiro 11, 2004
 
:: senhor dos anéis III

será que só eu acho a cate blanchet muito mais gata que a liv tyler?


 
:: de mulher pra mulher II

Deixa eu explicar uma coisa: a menininha que me deu a rosa não o fez seguindo um impulso sexual devastador, como a Luiza deu a entender. A menininha tinha uns 6 anos e estava cansada, fodida e mal paga. Então ela foi com a minha cara, me deu uma flor e foda-se, não ia conseguir vender mesmo, quase 9 da noite, já que era pra chegar em casa sem dinheiro e apanhar do padrasto, que fosse sem ter que carregar as malditas rosas no caminho de volta.
(Não, eu não paguei pela flor mesmo assim, mais fácil eu tentar revendê-la pra comprar um cafezinho do que pagar por ela, desemprego é uma merda.)

Enfim. O fato é que notei esse fenômeno interessantíssimo: As crianças me adoram, as velhinhas me amam, os pais dos amigos me acham uma gracinha. Tenho essa carinha de menina simpática que cola com quem tem mais de 50 ou menos de 10. Já entre essas idades o efeito é inverso: me falaram que eu tenho cara de metida e/ou malvada. Logo eu!
Acho que são as sobrancelhas grossas que criam essa impressão, aprendi a neutralizá-las usando óculos ou erguendo-as de forma humilde, mas não funciona sempre. E então é isso aí: criancinha me dá flor na rua. Já homem, que é bom...


 
:: o senhor dos anéis II

Será que só eu estava torcendo pro Frodo e pro Sam se beijarem loucamente antes do fim do filme?


sábado, janeiro 10, 2004
 
:: o senhor dos anéis


será que só eu que estava torcendo pela eowyn e não pela liv tyler?


 
:: liga da justiça

eu assistia aos "superamigos" já com a consciência da tosqueira que era. não tanto pela história que era como qualquer outra de super-heróis, mas pelo desenho meio estático que era mesmo. lembro que a mulher maravilha tinha aquela voz de adulta e parecia mãe. totalmente broxante. mas de resto eu gostava muito.

agora o pessoal da warner lançou a "liga da justiça" que tem os mesmos personagens e uns novos como o "jó", um marciano atormentado pela perda da família. gosto muito desse novo principalmente pelas sutilezas do roteiro. dá uma olhada como acaba o episódio que assisti: o lanterna verde está levando todo mundo para casa depois de terem salvo um planeta de um tirano nada a ver. a mulher gavião é meio apaixonadinha por ele, mas durante todo episódio rola um "affair" entre o lanterna e sua professora de lanternice. a mulher gavião meio que fala que os dois eram íntimos e o lanterna verde responde que o tempo passa e a experiência traz coisas boas. a mulher gavião pergunta o que e ele responde:

-- discernimento.

é foda ou não é?



 
:: De Mulher pra Mulher

Qual é o paradeiro dos homens? Porque agora a BZ decidiu que quer mesmo é um homem. Desses que usam lápis no olho e, ainda assim, são machos pra kct. Pois bem, hoje conversamos longamente sobre o paradeiro desses homens. Eu já tenho o meu, mas me preocupo com uma amiga como a BZ, por isso comprei a causa. Pensamos em shows de Jazz, em lojas bacanas de discos, em um bar alternativo. Mas, pra usufruir de encontros inesperados é preciso, antes, ser mulher. Mulherão, mesmo. Em grande estilo, logicamente. Aquela que sai sozinha e tira a maior onda, se diverte pra valer. Mulher dona-de-si. Mulher que abre a janela do carro e descola o telefone do cara que tá no carro ao lado, com um sorriso pra você. E você está ouvindo Erikah Badu e ele D'Angelo... Mulher que fala de sexo sem tabú e, mesmo assim, sem a menor vulgaridade. Mulher que tem amor-próprio e, se algo der errado, porra, você está em primeiro lugar e foda-se! Saca essa?



Depois de longo debate sobre o assunto, depois de passar em lojas de discos, bar alternativo, loja de fotografia e o escambau a quatro, Mariana BZ ganha uma linda rosa branca na calçada. Uma cena emocionante. Ou, frustrante... Destinatário: uma pequena menininha de rua que gamou nela, um desejo quase sexual, o homossexualismo dando os primeiros sinais de vida e esse lance todo... Mas, a moral é a seguinte: vá em frente! Você é uma grande mulher, do mais alto gabarito, com muito sex-appeal. Tá baba fazer os homens babarem. Vai nessa!



sexta-feira, janeiro 09, 2004
 
:: rogério sganzerla

das aulas de cinema brasileiro, não guardo muitos nomes. talvez glauber rocha e nelson pereira dos santos. mas com certeza: rogério sganzerla. adorei o bandido da luz vermelha. "deus e diabo na terra do sol" só é divertido porque existe "o bandido da luz vermelha" para tirar sarro.

não conheço muito da obra dele. fiquei feliz quando ganhou o prêmio de melhor diretor em brasília 2003 mesmo não tendo visto o seu último filme. pensei que era o reconhecimento do "bandido".

e viva o cinema coxas brasileiro!


:: um só coração

estou achando divertidíssimo assitir a série da globo. chateubriand, tarsila do amaral, o oswald!!! ah, foi ele quem fundou o terrorismo poético no brasil com s!!! vaiem!!! vaiem!!!

e tudo com aquela padrão de qualidade globo... heheheheheheh... ai, meu coração.

por que ninguém pensou em fazer um filme da semana de 22? ou sobre oswald? comprem batatas e joguem. o melhor prato da antropofagia é purê.

:: dicas

música: o ep do ludov, dois a rodar. banda nacional independente que era maybees e cantava em inglês e agora é ludov e cantando em português. vanessa destruindo.
cinema : o senhor dos anéis 3. cenas de batalha alucinantes... sou futil, mas fazer o q?
televisão: um só coração da globo... mario e oswald tomando vaias e batatas!!! antropofagia rules.


 
::De repente, não mais que de repente

Vejam vocês. De repente, não mais que de repente, minha vida ficou interessantíssima. Não sei que magia foi essa que mexeu em tudo por aqui. Mas é isso. E existe uma grande prova... Faz uma semana que não assito a novela das oito. É mole?


 
:: Sem assunto? Isso é balela, menino!

Marcito, querido, não ter assunto não existe. Afinal, ontem decidiu-se os dois outros integrantes do BBB; a Richards Feminina abriu no RJ e logo virá pra SP e eu estou tendo orgasmos com isso; Celebridades está emocionante, a Maria Clara está em Búzios; hoje tem a etapa decisiva do video-game, no Video Show; depois tem o último (último, atente-se!) capítulo de Vale a Pena Ver de novo; eu tenho uma manicure anã. Porra, falta de assunto??? hahaha Vá em frente menino, você é muito profundo pra não ter o que dividir com a gente!


quinta-feira, janeiro 08, 2004
 
:: Fellini, o felino

(A Luiza ganhou um coelhinho branco na feira de filhotes do shopping Aricanduva, deu com o nariz dele na porta, cortou um naco de cada orelha e agora sai dizendo por aí que comprou um gato persa. Todo mundo fingindo que acredita, ok?)

Mas então: a Lu arranjou esse gatinho lindo, raçudo e com muito naipe. Uma bolinha felpuda. Garota culta que ela é, chamou o bichano de Fellini (duplo sentido, hã-hã?) e aí comprou casa, comida, postezinho de afiar unha e remédio sabor peixe pra ele não morrer de bolas de pêlo no intestino. Luiza e Fellini iniciaram assim uma bonita e sincera amizade.

Mas tem um problema. Ele é tão, mas TÃÃÃO fofinho e branquinho e macio que dá mais vontade de esfolar e enrolar em volta do pescoço do que de alimentar 3 vezes por dia. Espero que a Lu seja tão boa dona quanto ela é boa compradora de roupas descoladas, do contrário temo seriamente que o Fellini não sobreviva ao próximo inverno.



 
:: Viagens musicais e outras tantas....

Minhas viagens musicais têm tudo a ver com as histórias de amor, com vistas deslumbrantes do mundo que tenho o privilégio de avistar (!), com os meus caminhos tortos pela vida... E tenho sentido isso intensamente. E é bem por aí que a minha coleção de discos tem crescido loucamente, sem a menor cerimônia. E meu quarto - que é seminovo, inteiro com móveis projetados pelo meu querido tio arquiteto, com espaço próprio para os CDs - terá de passar por uma mudança e isso é promessa de ano novo. 2004. Porque o mais óbvio é que meus discos continuem se alastrando e minha obsessão por ordem tem sido violentamente atingida.

Puxa vida, às vezes estou escrevendo idéias e penso em colocar no ar e depois desisto e depois repenso a possibilidade. Alguns rabiscos morrem na minha intimidade. Porque, porra, quem vai ler um texto grande assim, cheio de pensamentos? Se você quiser, vá em frente, vou falar com a maior liberdade das minhas viagens musicais, vou fazer um balanço de capítulos da minha vida. Se você não quiser ler porque é grande, desista, tudo certo! Me inspirei, confesso, em um blog genial que tenho lido diariamente (www.jazzmo.blogspot.com) - e mais que isso, tenho trocado comentários em tempo real com a minha querida amiga BZ a respeito. Porque lá você encontra textos grandes e eu devoro todos, com o maior gosto, quase com prazer sexual. Literatura é uma preciosidade. Algumas coisas me prendem até a alma, me envolvo até a ponto dos fios mais frisados do meu cabelo. E, repare, hoje usei creme anti-frizz, e tenho tentado de tudo, com o que há de mais avançado na cosmética...

Vejam vocês... Estou aqui pra falar de música, mas vaidade é uma coisa de louco. E não coisa de querer mostrar pro outro, é coisa de amor-próprio mesmo. E esse é que é o grande barato. Você se cuidar pro seu amor-próprio. E é aí que você se torna uma pessoa interessante. E uma pessoa interessante também é aquela que busca novidades musicais. Eu sou uma pessoa interessante, pensando assim. Aquele lance...interessante pra mim. Grande coisa. Aliás, não, grande coisa mesmo. Quando a gente se gosta exala cheiro de sexo. Não me refiro só a esse lance carnal, mas ao simbolismo disso. Falo sexo no genérico, supondo, antes, que isso existe. Sexo genérico serve pra designar essas coisas que puxam você até a ponta dos pés. Coisa linda.

Charmoso é ouvir Gotan Project. Gotan Project é tango, é música eletrônica, é swing, puro charme. E eu tenho ouvido. Antes de virem pro Brasil no Tim Festival eu ganhei um CD gravado de uma grande amiga, Mari Tassinari, com quem eu tenho uma porção de viagens musicais. Uma coisa de louco. Pra não falar que no disco La Revancha Del Tango tem uma versão do “Last Tango In Paris” pra você lembrar da cena maravilhosa do tango no meio do salão de um restaurante chiquetérrimo, de arrepiar! E nessa onda está St. Germain, outro que adquiri com uma fonte incrível. A Tati é uma amiga que faz artes plásticas há 2 anos no Brasil. Uma francesinha, gracinha pura, que trouxe influências maravilhosas e inéditas de Paris. E eu fico na cola, aprendendo horrores.

E por falar em francesa, saca só essa. Fiz uma viagem para Boipeba num fim de janeiro, há uns anos. Boipeba é uma linda ilha na Bahia, você demora 4 horas de barco pra chegar e desce em uma areia deliciosa, e depois anda até uma vila sem carros, e depois come em pequenos restaurantes graciosos, e depois conhece pessoas incríveis. E isso me aconteceu uma porção de vezes por lá.

(E meu texto está ficando enorme e phoda-se. Bateu uma inspiração louca e vou meter bronca, se cansar, já sabe, desista, mas eu, já sei também, não vou desistir. Acho que isso vem de um lance mágico que acabou de acontecer... O Di me ligou de Munique e eu caí em lágrimas...E veio uma energia louca, de amor louco, arrebatador, delicioso, mas que dói o coração, como se fosse parte da minha existência...)

Mas, enfim, voltando, lá em Boipeba conheci um casal de franceses de meia-idade fissurados no Brasil e sacam tudo de música. Um encontro iluminado. Trocamos informações musicais de todas as naturezas, falamos de jazz, de eletrônica, de música brasileira, um pouco de black, soul e o diabo a quatro. Dê uma espiada na listinha de coisas que anotei no meu diário de bordo...

1. Julien Loureau – Groove Gang
2. Nithin Shawney
3. Pharoah Sanders
4. Charles Lloyd
5. Jan Garbarek
6. DJ Clausel – “Trip to Brasil”
7. Mc Solar
8. Mark Isham – “Blue Sun”
9. Eric Truffaz
10. Uzeb
11. Trilok Gurtu
12. Paolo Fresu
13. Joe Zawinul Syndicate
14. Baka Beyond
15. Afro Celt
16. Hevia


Uma maravilha. E tenho essa mania de dar de cara com pessoas desse naipe. E isso é genial. Com o Di foi assim. Um grande amor, e grande amor é pra toda vida. Nosso primeiro contato foi justamente um papo-musical, uma coisa de enlouquecer qualquer coração sonoro... Ele, DJ, colocou pra tocar Otis Redding! Ducaralho! Otis é o som que meu pai ouvia adoidado quando era jovem, quando era DJ também, um som imperdível. Rock da melhor qualidade. E eu, DJ, ia tocar numa festa no dia seguinte e não tinha o disco do cara... E foi assim. Eu digo e insisto: sintonia musical é um pré-requisito básico. Que nem o pretinho! E saca só o trio de discos que ganhei do rapaz (!!) neste final de ano. The Marsalis Family – A Jazz Celebratiion; Wayne Shorter – Adam’s Apple; Miles Davis – Bags Groove. Pirei!

E por falar em sintonia... Tenho uma grande ligação com meu querido Márcio, companheiro de blog. E é um lance meio diferente. Ele me gravou discos já. Coisa inusitada, que eu, definitivamente, não tinha na minha discoteca. E foi uma maravilha. Porque conhecer sons novos é uma benção. E quando pensei em escrever estava ouvindo um som que tem a cara dele e que é outra coisa de louco: o disco I Might Be Wrong - Live Recordings, dos ingleses do Radiohead, gravado ao vivo em Berlim, Oxford, Oslo e um vilarejo francês. Ouça Idioteque e talvez você me entenda. E o bacana é que é um som que não tem nada a ver comigo e me virou de ponta cabeça. Adoro isso! E outra arrepiante que andei ouvindo foi "Seven nation Army", dos irmãos do The White Stripes. Essa é um destaque no disco Elephante, porque o resto tem muito barulho e não é muito a minha praia.

Outro luxo é Erikah Badu. E virou ainda maior prazer depois de vê-la no palco, aqui no Brasil, em algum ano, no Free Jazz. Gravidíssima, barrigão de fora, negona de deixar o queixo cair. Do mais alto gabarito. Você, que chegou até aqui, ouça Plenty, com o Guru, do disco Guru’s Jazzmataz Streetsoul. E repare na risada que esse mulherão dá no final, é de enlouquecer. Coisas que a BZ me mostrou. Grandes amizades....

Vivo protagonizando viagens musicais e outras tantas...


quarta-feira, janeiro 07, 2004
 
:: Resmungo
(ao som de Vanessa da Mata, "Não me deixe só" - boa dica da Lu)

Eu podia falar dos 90 anos que o Natu completou ontem. O Natu é meu avô sírio que, diz a lenda, já morreu e desmorreu 3 vezes. O tipo de cara que até o diabo respeita.

Podia contar que meu ex-namorado viajou pra Argentina pra conhecer os pais da namorada atual e que isso - surprise-surprise! - me deixou ligeiramente puta, mulher é um bicho esquisito.

Podia falar do reveillon, fazer votos pra 2004, comentar o gatinho que a Lu ganhou, o roteiro que o Marcio quer escrever ou o frisson que o programa Galera causou nesse blog que não tem absolutamente nada a ver com o assunto.

Mas o fato é que eu tô com uma gripe monstra e acho que assoei metade do meu cerébro numa das minhas crises recentes de coriza (adoro essa palavra, parece nome de tia velha. Tia Coriza. Bom nome também pra minha futura gata, tem um quê de francês, gata que se preze tem que ter um nome que puxe pro francês), e ter só a metade do cérebro num momento em que meu companheiros de blog estão escrevendo textos tão lindos e inspirados comprometeu seriamente minha auto-estima e capacidade de desenvolver qualquer raciocínio, a única coisa que eu estou desenvolvendo no momento é esse maldito foco de vírus dentro de mim. Então, não vou falar nada além do que já disse. E fim.



segunda-feira, janeiro 05, 2004
 
:: Gaveta

Imagine que toda menina-moça, com sonhos em forma de borboletas amarelas e azuis, gostaria de ser amada do amor dos deuses. Imagine que, então, o amor lhes caia como algo não tão dos deuses, mas como um pequeno bem que, por vezes, é sujo e cansado, precisado de tempo e distância. Essas meninas, moças de leve no andar e no falar, pensavam ouvir sempre músicas suaves ao chegar do amor, em algum filme editado cujas boas partes eram tudo de que se lembravam. Mas não.

Eu, menina-moça, não percebi chegar a hora do amor sujo e cansado, e por isso me surpreendi, magoei minhas histórias de dormir e meu soluçoso coração, e me disse que, talvez, não valha a pena sonhar tão grande com simples escovas de dente e torradeiras. Talvez. Entendi, por fim, que não há amor dos deuses para mim. Aos poucos, o amor vai querer sumir, escolher e dormir na própria cama, derrotado pelo peso de meus lençóis.

Você, menino-amor, não há de me amar mais do que isso, pois já conhece meu avesso tanto quanto meu vesso, e nem por isso me ama-deus. E só por isso me ama-adeus, algumas tantas vezes. E só por isso me amará – adeus, a nunca mais. Já cansado de tantas borboletas, sonhos e vontades de uma menina-moça que não quis crescer e entender – você.

Meu avesso, tão avesso a outros, e você me veio como um para-sempre que, para-semprear, não poderia começar tão assim... Querendo-não-querendo ficar longe de mim. Menino, não pode ser que me queira tanto quanto diz, quando cisma em abrir meus olhos para a verdade má de que nossas flores não passam, como todas as outras, de flores.

Assim vão as mágoas aqui em casa, aqui em mim. Se meninas-quase-moças soubessem amar tão pouco quanto meninos-amor, tudo seria tão fácil, que daria até sono quente nos fins de tarde. Mas a menina-moça não ama apenas com os olhos e com o coração; ama com os braços, as pernas, o ventre e os cabelos, os pés e as mãos, as mãos, as pontas dos dedos e os dedos das pontas dos dedos, e as borboletas, e a boca, e os olhos e, por fim, o tão magoável coração. E assim sempre foi. E assim sempre será.


domingo, janeiro 04, 2004
 
:: Histórias para uma carta escrita à mão (1ª Bateria)

Querido Márcio (estranho te chamar assim, mas você é capaz de entender as atuais circunstâncias...),

Escrevo para contar histórias que deveriam ser contadas com mais emoção. Coisas para serem escritas à mão, pra contar olho no olho, com direito a ilustração, sabe como é. Mas, aqui estou, longe de você, querendo loucamente contar do meu paradeiro e das coisas que aprendi por esses tempos. Pretendo também falar um pouco da saudade que estou do meu amor que tem vivido lá nos ares europeus, tão longe de mim. Falar que chorei em alguns momentos, mas, no balanço, comecei 2004 bem.

... Búzios ...

Fui viajar para Búzios no natal. Parti dia 20 com a mala abarrotada e minhas canetas e cadernos de registros. O mais importante: minha máquina fotográfica, uma maravilha. Não estive muito inspirada por lá. Por isso, acredito ter acalmado os ânimos. Li diariamente ?O Vermelho e o Negro?, de Stendhal - recomendação sua - e descobri uma porção de coisas sobre o amor.

As praias são lindas, inegável. Mas há que abstrair as cadeiras de plástico. Não é difícil. Mas há, também, a missão de abstrair os bares, os telhados das casas. Mais que isso, as próprias casas. Depois, você abstrai as pessoas e fica tudo certo.

Os passeios noturnos chegam a ser patéticos. O destino de todos: Rua das Pedras. Uma linda rua, paralela à praia. Para chegar, uma caminhada agradabilíssima pela orla. Eis que você chega lá. E o que você vê, saca só: lojas, lojas e mais lojas. Lindas lojas, ok, ok. E, pela rua de pedras pessoas caminham. Pessoas estranhas. Pra mim. As mulheres: maquiagem, salto, saia curta, blusas justérrimas, coisa de gala. E, note, lembre, fixe: trata-se de uma rua de pedra, irregular. Eu, você sabe, fui com as minhas havaianas verdes, lindas, lindas. Um charme só. E, mais que isso, andava com estilo por aquele pedaço de terra, naturalmente. Porque, imagina você, andar de salto alto - fino ainda por cima ? naquela rua cheia de pequenos relevos... Uma cena patética.

Um ponto alto: os restaurantes. Comi do bom e do melhor. Uma viagem de alto nível, com direito às melhores refeições. Se quiser, te faço um roteiro no capricho, você sabe, eu entendo dessas coisas de comida...

Um ponto baixo: a saudade que senti do Di... Uma saudade que logo virou dor e deixou meu coração miúdo. Horrivelmente miúdo, quase inexistente. Coisa de louco, preciso dele.

Querido, viajei horas e horas para chegar de volta a esta cidade repulsiva. Meus olhos estão quase fechados, mas ainda há muita história. Você me espera? Amanhã te atualizo com a segunda bateria de meus rabiscos de vida. Por enquanto, durma bem.

Muitos beijos,

Lu



sábado, janeiro 03, 2004
 
:: ano novo... e laia

sem muito o que dizer. vai uma dica de disco: "worldwide underground". um disco esquisitão que tem coisa de hip hop, r&b e barulhinhos. mas erykah badu gingando pacas. baixem!