terça-feira, maio 30, 2006
 
:: Uma frase eu

"Um pouco de exagero não tem nada de mais" (Lenine)

E pronto! Ninguém venha me encher o saco.
Sou exagerada mesmo e sinto grande.
Sinto tudo gigantesco, o bem e o mal.
E na vida, certeza, há suas compensações.
Há equilíbrio.
Ponto.


 
:: Diálogo

- Ah, se eu tivesse nascido homem... Ai, se eu tivesse! Eu seria uma bicha louca.
- Você não sabe o que é ter um pinto...
- E...? Certeza, eu seria aquela bicha louca, falante, que gira, fala alto, fala bobagem!
- Discordo. Você é tão feminina, tão feminina, que eu acho que sua versão homem seria o inverso... Muito masculina.


domingo, maio 28, 2006
 
:: pra valer o dia

confesso que ando desanimado em escrever. talvez seja inferno astral ou qualquer outra coisa passageira. qualquer dia eu volto... assim... como quem canta e não se sente deslocado.



sexta-feira, maio 26, 2006
 
:: Pronto, falei II

Quem conhece a Luiza sabe que uma das frases que ela mais usa é "falo mesmo!" (e variações: "compro mesmo!", "reclamo mesmo", "invento mesmo!" e etc). Sempre assim, ultra-bem-resolvida. O que poucos sabem é que a frase veio de uma história verídica que certa vez eu contei pra ela, e prometi que escreveria aqui. Eu achei que ela tinha esquecido dessa promessa idiota, mas ela andou me cobrando, então lá vai.


Foi assim: tem essa menina muito engraçada-sem-querer, e tem a mãe, que diz a lenda que é a menina ao cubo. Pois um dia passeavam mãe e filha quando o carro em que estavam toma uma fechada federal (haha, adoro "federal", não faz o menor sentido), o que muito irritou a mãe que ia ao volante. Esbravejando, a mãe seguiu o carro agressor até emparelhar com o motorista, abriu a janela e, com muita raiva e agitando os punhos cerrados no ar, gritou pra ele: seu bobo!

(claque de risos, ok?)

Depois virou para a filha que a olhava aparvalhada e disse, muito satisfeita: Ah filha, XINGO MESMO!

(fim)

E é claro que contando ao vivo é mil vezes mais engraçado. Peçam pra Lu que ela sabe imitar direitinho.


quinta-feira, maio 25, 2006
 
:: Feminices

Nesta semana ganhei kit da Natura da mamãe. Ai. Cremes para as mãos, para os pés, ultraespeciais. Outro para o cabelo muito cheiroso, para fazer máscara, deixar nos trinques. Mesmo que isso seja impossível, a gente tenta, né? O que importa é não desistir! haha Pobre menina...


 
:: Repeat

Eu nunca fiquei alucinada por uma faixa quatro de algum disco. Hoje aconteceu pela primeira vez. Deixei a quarta faixa do novo disco do Belle, que ganhei de Mari Tassi, no repeat.

Tenho alternado o repeat com "The Girl From Back Then", do Kings of Convenience; "A Mesma Rosa Amarela", do Junio Barreto; e "Crazy", de Gnarls Barkley. Ui!


 
:: Sabe...?

Alguém sabe o que é ter uma amiga que vê você enlouquecendo de tanto trabalho, trabalhando sem respirar há meses, sem nem um sábado, sem nem sequer um domingo? E então ela liga, você não pode falar. Você nunca pode falar, mesmo sendo a coisa que você mais quer. E aí você não usa o seu mínimo tempo livre pra falar com ela, porque o mínimo tempo livre tem de estar disponível para as eventualidades da vida, para as fatalidades da vida... E elas, invariavelmente, acontecem.

Aí, essa amiga te liga e diz simplesmente que está na sua rua. Nem pede pra você descer. Diz apenas que está deixando novos CDs pra você na portaria... Você desce, claro. Você quer sua amiga, você quer abraçar, olhar no olho dela e agradecer.

E então ela entrega três CDs novos pra você, três CDs que você nunca tinha nem ouvido, sendo que a sua discoteca caseira é incrível. Depois, ela diz que passa mais tarde pra te buscar. Afinal, você está trabalhando de casa e nesse dia não tem almoço. E então ela passa mais tarde. Ela leva você pra almoçar no Florinda, comer sopas deliciosas ou boas quiches. Ela leva você pra comer de sobremesa um minimuffin de maçã, pra não quebrar tanto o seu regime. Ela leva você a esse lugar, que tem aquecedor interno, porque você é muito friorenta e está triste. Ela leva você onde há mantinhas incríveis em cada cadeira, para colocar sobre as pernas enquanto almoça, para rejeitar o frio que vem de fora.

Ela, simplesmente, esquenta o seu coração.

Sabe...? Eu sei.


 
:: Questões existenciais

O que acontece quando você está no limite entre a tristeza e a felicidade?
E quando você está metade feliz e metade triste?
E, ainda, quando você está metade muito feliz e metade muito triste?
O que acontece...?


terça-feira, maio 23, 2006
 
:: Registro

Eu sei que ninguém tem nada a ver com isso, mas cortei 10 dedos. Atenção: 10 dedos do meu cabelo. E agora?


 
:: ...

São tantas coisas.
E tão pouco tempo.

Mas, graças à minha mania de fazer listas nos meus caderninhos de bolsa, tenho tudo o que quero escrever anotado. Um dia eu chego lá, ou aqui.


 
:: Reservado

Esse espaço está reservado para um post que a BZ me prometeu. Esperemos.


quarta-feira, maio 17, 2006
 
:: Besteiras de um papo no MSN

Amigas desde a época que nem sabíamos falar, eu e Flabi temos momentos de besteirol agudo.
Ela, a mais crânio dos últimos tempos, dessas que faz mestrado em Washington e escreve pro
Wilson Center, desse tipo que já trabalhou no Dinheiro Vivo e fez estágio no Bid. Insuportável. Dessas inteligentes que irritam. E que me matam de tanto orgulho. Pois então, acho que é por isso que ela às vezes perde a noção e só fala merda.


Lufec diz:
então, qdo vc puder me liga de qq forma.
:: Flá Carbonari :: diz:
quer falar agora, acabeio de mandar o texto principal
Lufec diz:
nao, manda todos e depois liga em casa. melhor
:: Flá Carbonari :: diz:
oqueijo
:: Flá Carbonari :: diz:
hahahahahahaha
:: Flá Carbonari :: diz:
bacana
Lufec diz:
hahahahahaha mto bom.
:: Flá Carbonari :: diz:
barbaro
Lufec diz:
hahahahahaha
:: Flá Carbonari :: diz:
supimpa
Lufec diz:
to amando
:: Flá Carbonari :: diz:
A Fê conheceu um gringo que disse que sabia um palavrão muito feio em português: "Sua Fernanda de uma figa!"


terça-feira, maio 16, 2006
 
:: Do contra

Hoje malhei ao som de:

Chet Backer
Junio Barreto
João Gilberto
Paulinho da Viola
Lou Reed
Mariana Aydar


segunda-feira, maio 15, 2006
 
:: Feminices

Ano passado Mari BZ volta de Nova York e traz de presente creminhos para o pé. É tão coisa de menininha, mulherzinha, mulherão, seja lá o que for, que eu economizo, economizo, economizo... Uso em situações especiais, apenas. Minhas canetinhas, quando eu era pequena, eu economizei até hoje e todas secaram...

Semana passada, ou a outra, Mari Tassi chega de Londres com presente de menininha, mulherzinha, mulherão, ai, ai.

Abri o pacote: nécéssaire coloridérrima - cores, escandalosas, a minha cara!
Abri a nécéssaire: creminhos, perfuminho, base, lencinho ? tudo miniatura, a minha cara!
Abri o perfume: senti o melhor cheiro dos últimos tempos ? do tipo "sensual para o dia-a-dia", a minha cara!

Fechei tudo, reorganizei o que ia ficar e o que ia sair, coloquei na minha bolsa (nova) com outros apetrechos fundamentais da fase menininha, ou mulherzinha, ou mulherão, vai entender... Lápis preto da MAC, rimel preto, rimel azul, lápis verde, escova de dente, pastinha mini.

Sábado, eu dormindo, ouço passos pela casa. Muito cedo, umas 7h. Eram os passos da minha irmã-tudo. Ela tinha acabado de chegar de Londres, onde passou uma semana e pra onde vai, definitivamente a trabalho, daqui duas. Estou morrendo, óbvio. Irmãs-sisters total. Enfim, ela abre o pacote do freeshop e lá está minha última encomenda: um perfume t.u.d.o. pra inspirar meu lado menininha, mulherzinha, mulherão, vai saber...

Agora na prateleira dos prediletos estão:

L?Eau D?Issey
CK One
Empório Armani
Musk White, The Budy Shop
Romance, Ralph Lauren

E todos no meu quarto, porque, sabe como é, eu vivo em uma casa com mulheres...
Feminices...


 
:: Regime

Outro dia fui ao Coco, Cravo e Canela com uma amiga. Olhei aquela vitrine básica de quitutes e guloseimas suculentas, de todas as espécies, respirei e pedi uma coca light. Ela, magérrima, uma fatia gigante de uma torta musse de chocolate.

Olhei quieta.

Ela, enchendo a boca: Huuummm, tá muito bom isso aqui.
Eu, enchendo os olhos: Ah, é? Que má-xi-mo! ? irônica.
Ela: Pensa que é cocô.
Eu e Ela: muitas risadas. Abdominal do mês.

Para tudo sempre há uma compensação.


sábado, maio 13, 2006
 
Ok, Lu.

Cá estou pra dizer em minha defesa: eram os anos 80, baby. Eu estou hypadíssima com o modelón da Zoomp e cabelos à Xororó. É que você era criança nessa época, não tava ligada, não entendia nada da vida ainda. Aliás, e essa sua língua pra fora? Tudo isso era ansiedade e vontade de vencer o barra-manteiga?


quinta-feira, maio 11, 2006
 
:: Dose dupla

E aí ela nao deu escândalo. E aí ela não se manifestou em público. E aí o máximo que fez foi comentar via msn : "pára, minha roupa nessa foto era da Zoomp, tá?". E aí eu morri de rir, mas não fiquei satisfeita. E então resolvi que se é assim, vai em dose dupla.



terça-feira, maio 09, 2006
 
:: E enquanto a BZ não vem....

...eu vou lá nos meus arquivos pessoais e escolho a foto mais comprometedora para ver se ela faz escândalo...


E aí eu me pergunto: pq diabos essa cidadã aí da esquerda, com esse cabelinho cafona, essas meias pretas e saia jeans com camisa fru-fru com detalhes em jeans (ha-ha-ha, so sorry, não deu pra resistir), foi virar a mulher foda que é hoje? Classuda, moderna, autêntica, inteligente? Que passa e abafa? E abala?

E a pergunta pra vocês é: onde eu estou? Quem acertar ganha um doce. E, não esqueçam, a BZ é bem mais velha do que eu! Qualquer isolamento não é mera coincidência. É que eu era muito pirralha na época, aquele tipo de pentelha que é apenas a irmã da amiga e que comparece. Então, desde pequena marcando presença. Uma coisa. Mas hoje sou "a" amiga e a minha irmã virou "irmã da amiga".

Coisas da vida. E tempo, m.u.i.t.o tempo. E pra sempre. Algumas coisas a gente sabe que são mesmo pra sempre, né...?



 
:: Enquanto Marcito não vem...

...eu vou lá no Parachutes e pego as pérolas dele e trago pra cá. Veja se é possível escrever com a mesma sensibilidade que esse menino, meu deus!


:: a agenda da tristeza

anotada em letras circulares e linhas concorrentes,
folhas esperando uma tinta de longo prazo,
está a tristeza, a minha, a dos homens.
as horas marcadas, o relógio que comanda,
não me peça para escrever teu nome, tristeza,
nos intervalos que deixaram para me pertencer.

esmagado entre os calendário, há um choro.
o apalpar procurando compromissos passados
não recupera o que se perdeu, o futuro.
tristeza, não tenho tempo para ti. mas o choro...
quanta crueldade há em choro mudo
sem som e prestes a ser riscado.

tristeza, há uma hora para ti.
mas agora não é hora.


 


Mas que coisa, eu podia jurar que tem alguém falando mal do Mercadante...


segunda-feira, maio 08, 2006
 
:: Cozinhando Despidos

(Trecho do capítulo "Cozinhando Despidos", do livro "Afrodite - Contos, Receitas e Outros Afrodisíacos")

Por Isabel Allende

Nós mulheres nos impressionamos com os homens entendidos em comida, mas isto não é recíproco. Um homem que cozinha é sexy, a mulher não, talvez por recordar demais o arquétipo doméstico. O contraste e a surpresa são eróticos: uma moça vestida de bandido cavalgando uma moto pode ser excitante, enquanto um homem na mesma situação não passa de um macho ridículo.
Eu nunca admito que sei cozinhar, é fatal. Minha amiga Hannah, compositora dessa música new age que se ouve em salões de beleza e consultórios odontológicos, e seu último marido são um bom exemplo dessa afirmação. Em um breve período de celibato, depois do seu terceiro divórcio, Hannah respondeu um desses anúncios classificados de jornal para encontrar um parceiro. Por telefone, o homem parecia perfeito: ganhava a vida treinando cachorros para cegos e fora como voluntário construir escolas na Guatemala, onde uma bala perdida o fez perder uma orelha.
Minha amiga, inexperiente em anúncios pessoais e um pouco desesperada, convidou-o para jantar antes de vê-lo. (Nunca pense nisso: os encontros às cegas são muito perigosos.) O apropriado nestes casos é um breve encontro em um lugar neutro, do qual ambos possam escapar com dignidade, nunca um jantar a sós que pode se transformar em um longo martírio.
Ela esperava uma versão madura de Che Guevara, mas chegou uma réplica de Vicent van Gogh. Ela não tem nada contra pintura impressionista, apesar de preferir motivos astrológicos para suas paredes, mas aquele desconhecido de cabelo cor de cenoura e olhos apavorados foi uma desilusão. Arrependeu-se logo que o viu. Mas no fim das contas, já estava lá e ela não podia bater a porta no seu nariz por questão de uma orelha a mais ou a menos.
Minha amiga não estava em condições de ficar suscetível com miudezas, mas aquele homenzinho era pior do que ela imaginara em seus pesadelos solitários. Tinha planejado luz de velas e uns sambas lentos brasileiros, mas não quis provocar iniciativas indesejáveis em seu hóspede, por isso acendeu todas as luzes e colocou uma das suas composições musicais de zumbido de vento e uivos de coiotes, que tendem a causar uma letargia hipnótica. Deixou de lado a taça de vinho preliminar e outras cortesias de praxe e conduziu-o diretamente para a cozinha, disposta a preparar uma macarronada de última hora, alimentá-lo depressa e despedi-lo antes de servir a sobremesa.
O homem a seguiu mansamente, sem dar mostras de desencanto, como quem está acostumado a receber um tratamento bastante brusco, mas ao chegar à cozinha algo mudou em sua atitude, respirou fundo, enchendo o peito, tomando posse do terreno, conquistando-o. Com licença, disse ele, e sem dar oportunidade a que Hannah o contestasse, retirou suavemente o avental de suas mãos, amarrou-o na própria cintura e instalou-a em uma cadeira.
Vamos ver o que temos aqui, anunciou, enquanto resgatava da geladeira os ingredientes que ela havia decidido guardar para o dia seguinte e outros em que não tinha pensado. Van Gogh pegou panelas e frigideiras como se tivesse nascido entre aquelas quatro paredes. Com graça e destreza inesperadas fez as facas dançarem partindo verduras e mariscos para dourá-los com mão leve e azeite de oliva, lançou o macarrão na água fervente e, num abrir e fechar de olhos, preparou um molho translúcido de coentro e limão, enquanto contava à minha amiga suas aventuras na América Central.
Em poucos minutos aquele homenzinho patético se transformou: sua cabeleira de palhaço adquiriu a força viril de uma juba de leão, e seu ar de náufrago converteu-se em serena concentração, mescla irresistível para uma mulher como Hannah. O aroma que surgia da frigideira e as borbulhas da panela começaram a produzir nela uma crescente excitação, sentiu que gotas de suor deslizavam pelas suas costas, empapando sua blusa, que suas coxas umedeciam-se e ficava com água na boca, enquanto descobria, surpresa, as mãos elegantes e as costas largas daquele homem.
Os heróicos relatos da Guatemala e dos cachorros para cegos encheram seus olhos de lágrimas; a orelha cortada adquiriu para ela o valor de uma condecoração de guerra, e um desejo irresistível de acariciar a cicatriz fê-la estremecer da cabeça aos pés. Quando Van Gogh colocou em cima da mesa uma travessa com fumegante macarrão a la pescatore, como o chamou, ela suspirou vencida. Tirou do seu esconderijo a garrafa de vinho francês, que pensara reservar para outro candidato mais meritório, apagou a luz, acendeu as velas e colocou o samba lento brasileiro no toca-discos.
Espere-me um momento, anunciou com um ronronar de gata, vou colocar algo mais cômodo. E regressou com sua roupa de couro preto e suas botas de domadora...


 
:: Hoje de manhã

Sim, hoje eu acordei às 6h da manhã. Fui convidada para dar uma palestra para alunos do terceiro colegial do Vera Cruz sobre jornalismo. Sim, eu acordei, abri os olhos, saí nesse frio de pegar a espinha e fui lá, conversar com alunos interessados em fazer jornalismo. E até me acharam gente grande, coisa de louco. Ainda assim, não sei como é possível uma comunicação tão intensa às 7h da manhã. Eu não nasci para acordar cedo. Eu sou daquelas qure aproveita a manhã, ok, mas precisa, sempre daqueles cinco minutinhos a mais na cama, que podem ser fatais...


 
:: Capas de discos

Os discos do Belle & Sebastian têm as capas que eu mais amo. Quando eu tiver a minha casa, vou fazer como uma amiga que pegou capas de vinis de discos muito fodas e fez uma obra, ou chamem como quiser, com todas expostas e interligadas. Adoro.

Enquanto isso, ouço "Lazy Lane Painter Jane", da caixinha dos 3 discos do Belle, para reforçar e relembar, ainda mais, um dos elos de ligação que eu tenho com o Rô e com o Igpop. Pessoas que fazem a diferença.


sábado, maio 06, 2006
 
:: Para liberar

"Georgia On My Mind", com Ray Charles, é música pra ouvir em alta potência e chorar. Muito. é o que faço.


sexta-feira, maio 05, 2006
 
:: Roubei

Eu não resisti. E simplesmente, às vezes, a gente não resiste mesmo. E não tem de resistir... Seguem trechinhos de um o blogue desativado e secreto de uma amiga minha. Acho muito bons, mas ela prefere ficar anônima, certamente. Na verdade ela nem sabe que eu tenho um e nem sabe que ela está aqui.

"Sobre saídas pela direita:
Ela ofereceu balada, jantar, café, sorvete, ela mesma... Ele sugeriu 'te ligo amanhã'."

"Sobre incompatibilidades:
Ele era um workaholic. Ela era diversão. Ele decretou o fim. Ela não dava nenhum trabalho."

"Sobre fotos e foras:
Namorava um fotógrafo e levou um fora. Certo dia, ele percebeu que ela precisava de muito photoshop."




 
:: Unhas

Café + Rebu = puro luxo, puro inverno.


 
:: Música em todos os átomos

Eu sempre fui viciada em comprar discos originais. Eu sempre gastei toda a minha grana com isso. E nunca me arrependi. Hoje olho minha coleção, as heranças do meu vô ao lado, no meio, e fico babando... Amando um por um, ouvindo um estilo para cada momento do coração, ou para cada estação do ano. Porque o tempo me inspira ou não pra certos tipos de som.

Meu primeiro salário - o primeiro da minha vida mesmo, com uns 17,18 anos - gastei inteiro no meu sonzinho. Lindo de morrer, madeira, classudinho, fica aqui do meu lado... Me faz despertar de manhã.

Fato é que, de uns tempos pra cá, a grana ficou curta e, o que rolou, resolvi investir mais em coisas de menininha. Ai, é verdade. Essas coisas de ir em loja de roupa, creminhos, unha toda semana. É...

Aí o que poderia virar crise não chega nem perto.... Porque eu tenho amigos. E fui muito bem equipada ontem. Paty Moll, querida, me levou três discos novos - só pra mim. E estou viciada. De novo: vi-ci-a-da, pra dar mais ênfase.

1. Giana Viscardi
2. Cordão do BoiTatá
3. Céu

E essas coisas sempre ajudam a renovar um pouco a vida. A minha ganhou novo ritmo.


quinta-feira, maio 04, 2006
 
:: Pérolas aos poucos

(Zé Miguel Wisnik e Paulo Neves)

Eu jogo pérolas aos poucos ao mar
Eu quero ver as ondas se quebrar
Eu jogo pérolas pro céu
Pra quem pra você pra ninguém
Que vão cair na lama de onde vêm
Eu jogo ao fogo todo o meu sonhar
E o cego amor entrego ao deus dará
Solto nas notas da canção
Aberta a qualquer coração

Eu jogo pérolas ao céu e ao chão
Grão de areia
O sol se desfaz na concha escura
Lua cheia
O tempo se apura
Maré cheia
A doença traz a dor e a cura
E semeia
Grãos de resplendor
Na loucura

Eu jogo ao fogo todo o meu sonhar
Eu quero ver o fogo se queimar
E até no breu reconhecer
A flor que o acaso nos dá
Eu jogo pérolas ao deus dará


quarta-feira, maio 03, 2006
 
:: Repeat: "O Grande Circo Místico"





Trecho de "Beatriz":

"Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz"

Trechos de "A Bela e a Fera":

"Letras de macarrão fazem poema concreto"

"Abre seu coração, senão eu arrombo a janela"

Mas a minha predileta é a "História de Lily Braun", com Gal Costa...



 
:: Sai, sensacionalismo!

Que venham, então, os aprendizados sobre a vida, que seguem neste post...

Pois então, eu odeio sensacionalismo e é até meio ridículo dizer isso, né? Mas eu digo. Ponto. Pras coisas ficarem claras quando quero falar de algo delicado. Uma amiga que é incrível, dessas que sabem o que é um apertão bem apertado, está com a mãe no hospital. E a família dela é uma coisa unida como eu nunca vi - e olha que minha referência de família é uma coisa incrível porque sou unha e carne com pai, mãe, irmã, irmão, mulher do pai, tio, tia, primo, prima...

Teve um câncer no cérebro, é forte como eu nunca vi. E não sinto que seja uma coisa de corpo, de bons médicos. Não só. Sinto uma coisa de cabeça mesmo. De gente que não vai abrir mão da vida e ponto. E assim ela caminha, entre altos e baixos. Sai do hospital, vive na boa em casa, cercada de família linda, com casa que entra luz natural, que existe pique pra rir, coisa linda de ver.

E então ela voltou ao hospital... Com problemas de fala, alguns de locomoção, não sei ao certo... E essa minha amiga, filha dela, firme e forte, vai ao trabalho, vai ao hospital e ainda abre espaço pra desejar um bom dia pra você no msn, saca esse tipo? E aí, óbvio, a gente engatou em um papo.... E eu fico sem acreditar no que é essa menina. Eu fico olhando, refletindo, pensando, e tive a certeza de que precisaria tornar isso público. Não a intimidade dela, mas a força que ela tem pra vida, como a mãe. No começo, queria saber como estavam as coisas, mas acho difícil... É, claro, delicado. Mas mesmo assim, segui o que senti. Perguntei. Em seguida, disse que se eu estivesse sendo invasiva era pra ela avisar... Mas que eu achava importante verbalizar. Ela disse que eu não seria invasiva e depois, lá vai:

Ela diz: Olha, Lu, digo isso porque realmente falo do assunto na boa. E me faz bem. Se eu não falasse, aí sim ia foder. E choro quando quero, quando preciso, sempre. Mas também dou risada do que tem que dar, sem peso na consciência. É como ela me ensinou a levar a vida e é uma das poucas coisas que aprendi bem e sigo à risca, linda.

Lufec diz: fiquei arrepiada. isso foi incrível.

Lufec diz: achei mto lindo, nossa, vc é mto fada

Lufec diz: foda

Ela diz: Ah, quero ser FADA!!!!! hahahahahaha

Lufec diz: que se fada é tudo. pq fadinhas são tudo, né? pensa bem

Ela diz: É fada quando a gente tem amigos como você.


segunda-feira, maio 01, 2006
 
:: Presente?

Eu não sou do tipo dessas vidradas em datas especiais. Não dou muita importância pra datas, feriados religiosos, ou não. Mas meu aniversário é sempre sagrado. Acho que pelo fato de eu sempre ter reunido os amigos mais próximos todo dia 18 de junho. Agito sempre algo intimista em casa, com flores bonitas espalhadas por todos os cantos, alguns comes e bebes. Mas, o que mais me impressiona é ver as pessoas que me rodeiam juntas. A energia que isso gera.

No ano passado, pela primeira vez, passei meu aniversário sozinha. Sozinha de todos e de tudo. Estava em plena viagem pelo Nordeste, nas minhas provas infindáveis de restaurantes, um dos trabalhos mais incríveis que já fiz. Mas aí o despertador tocou. Levantei desanimada. Era o único dia que tiraria de folga em quase dois meses de viagem e trabalho ininterrupto. E então tinha marcado um passeio para uma praia distante e tranqüila, ali em Fortaleza, onde estava hospedada no momento. E andava fazendo um sol de rachar. E então abro a cortina, pensando que ia cair na água, nadar loucamente, ficar negona, leve... E o dia está nublado. Pior, está chovendo. Arrumei minha mochila, desmarquei o passeio e olhei na agenda qual o próximo restaurante. Nesse meio tempo, tocou o interfone do hotel: era um presente que minha mãe tinha mandado pra mim. Coisa linda. Chorei. Mas, estava ali, sozinha.

Neste ano, quero compensar isso. Me virei, no final das contas. Mas este ano quero juntar todo mundo de novo. E é um pouco de gente nova... Algumas do passado que não estão mais por aqui abrem espaços para as novas. Assim como acontece no meu armário quando decido fazer uma limpeza e nunca consigo dar nenhuma peça de roupa, por mais acabada que esteja. E então minha mãe aparece e diz: filha, é preciso tirar coisas velhas para abrir espaço para as novas. Logicamente que com pessoas o processo é diferente. A tendência é guardar cada vez com mais os amigos mais antigos, minhas preciosidades. Mas alguns passam. E suspiro aliviada quando percebo que, além deles, há gente bacana por aí...

Enfim, comecei a escrever tudo isso pra dizer que eu quero isso de presente neste ano: hahahaha



 
:: Sexto Sentido

Tenho pensado no sexto sentido, no intervalo mínimo do trabalho, ao som que conheci há pouco, "Good Moanin' Blues", de ou com (não sei) Walter Horton. Percebo, então, que preciso de mais intervalos pra refletir sobre isso e tentar entender - ininteligível. Eu não sou esotérica, mas algumas sensações e vivências mostram que há, sim, um sexto sentido rondando o mundo, as pessoas, os mundos das pessoas, os mundos individuais que formam os coletivos.