sexta-feira, abril 28, 2006
 
:: Patota

Fato é que, sim, eu tenho algumas patotas. Uma cá outra lá, mas uma das antigas mesmo. E, nos últimos posts, por coincidência, citei duas amigonas dessas três que formam o nosso quarteto. E então o que aconteceu é que hoje eu, ridícula, besta, escrevi um e-mail pras três dizendo que eu voltei a escrever no blogue, passei até endereço e tudo. Elas me liam antes, várias pessoas me liam, liam Marcito e BZ, era mesmo um blogue a seis mãos que mesclava coisas engraçadas, bestas, sensíveis, culturais.... Enfim... E aí paramos de escrever, e aí perdemos os leitores e aí que eu fico usando o blogue como meu "horário do chá", já que não posso sair do computador há horas, há dias, há semanas, pra colocar idéias e ficar perto das pessoas, por mais que isso seja meio paradoxal... Vidinha virtual. E aí até caio nessa babaquice de mandar e-mail. Sem comentários.

E aí, então, voltando à patota, Nani Montans, que completa em grande estilo o quarteto, me responde essse e-mail besta que eu mandei:

"quando eu crescer também serei citada no seu blogue?"

Coisa fofa, amo você, morro de orgulho. Porque a nossa amizade nasceu aos trancos e barrancos pra hoje virar r.e.a.l.

Que tal?


 
:: Na Próxima Encarnação

De: Itamar Assumpção

"Na próxima encarnação
Não quero saber de barra
Replay de formiga não
Eu quero nascer cigarra
Nascer Tom Zé, Jamelão
Cantar, Violeta Parra
Zé Kéti, Duke Ellington
Com banda, orquestra e fanfarra"


PS. O cara é foda.
"É" porque tudo em música é sempre no presente.


 
(um resmunguinho)

tenho saudades do tempo em que eu sabia escrever.


quinta-feira, abril 27, 2006
 
:: Se eu tivesse um ipod... parte II

Eu colocaria ainda

- "Ela só pensa em beijar", do MC Leozinho - pra lembrar muito do que de melhor tinha na Folha, amigas! Pra dançar, dar risada, sabendo que é podre e que é muito bom.
- Luiz Melodia - pra lembrar o que é um cara que dança no palco, que arrebenta no suingue, pra lembrar da Ju Galli
- Bob Marley - pra lembrar dos tempos em que eu aprendi o que era maconha e fiquei horrorizada (hahaha) e mais careta ainda. Pra lembrar do colegial, de amor do passado e da viagem pra capital brasileira do reggae do lado do meu irmão Ruy que eu mais amo no mundo. Pra ouvir Them Belly Full no máximo
- Mala Rodríguez, com "Yo Marco El Minuto" - pra lembrar do strip mais animal do cinema, em Lucia e o Sexo, que a Paz Vega, deusa, incrível, faz. Pra morrer de inveja e pensar que um dia eu chego lá! hahaha
- Clash - pra lembrar do Shin e da minha saga mochileira pelo deserto de Atacama
- Erikah Badu - pra remexer levemente, com biquinho


 
:: Gestos de aniversário

Hoje uma grande amiga faz aniversário. E eu estou em uma fase em que o trabalho tem virado desculpa pra tudo. Não é à toa. Tenho mesmo trabalhado manhã, tarde e noite, fins de semana e feriados. E a exigência é, de fato, essa. Não dá pra fugir. A coisa é bacana, anyway. O que dá certo alívio e força para continuar. Porque trabalhar assim ininterruptamente causa alguma coisa dentro da gente. Eu sou louca por trabalho. Acho trabalho incrível para o desenvolvimento pessoal, aliás. Acho que é no trabalho que a gente realmente faz uma produção nossa, idividual, que ninguém é capaz de tirar da gente. Enfim.... Nesse pique maluco, louco, alucinado, é difícil abrir espaço pra resto da vida real. E pra vida que eu também faço tanta questão de alimentar. A vida ao lado do homem amado, a vida ao lado dos amigos amados, da família. A vida da cultura, dos shows, dos filmes, dos parques, da luz do sol, ao sol.

E esses momentos, sobretudo, exigem um movimento de se debruçar sobre pequenos gestos. E foi assim. Hoje levantei cedo. Fui à casa da minha amiga. No carro, deixei um disco que ela ama, "Minas", do Milton. Quando ela entrou, pausei a música, cantei o parabéns da Xuxa bem desafinado pra fazer uma graça e depois coloquei o CD bem no começo em que aquele coral de crianças, lindo de morrer, faz um esboço de "Paula e Bebeto". E aí a levei para tomar café-da-manhã na padaria. Simples assim.

São esses os pequenos gestos.... E faz toda a diferença. Ao menos dentro de mim.

Paula e Bebeto
Milton Nascimento

Eh, vida, vida
Que amor brincadeira, Vera
Eles se amaram de qualquer maneira, Vera
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor vale amar

Eilá, que pena
Que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor vale amar
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor valerá

Eles partiram por outros assuntos, muitos
Mas no meu canto estarão sempre juntos, muito
Qualquer maneira que eu cante este canto
Qualquer maneira me vale cantar

Eles se amam de qualquer maneira, Vera
Eles se amam é pra vida inteira, Vera
Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá


quarta-feira, abril 26, 2006
 
:: Abraço

Marcito fez um piloto sobre o abraço. Está la no Parachutes também. A BZ, aliás, participa. Nem dá pra acreditar que ela é tímida assim diante das câmeras. Mas diz coisas fodas, algo como: "um abraço é único, é a junção dos dois. Isso é um abraço bem dado, todo abraço é, necessariamente, duplo."

Enfim, me pegou. Sobretudo o que Daniluvas disse:

"Abraço é uma aliança momentânea em que você se doa e recebe uma doação"

Muito lindo isso! Ai!


 
O Márcio é aquele tipo que dá mesmo o coração no site pessoal dele, o Parachutes. Aqui ele deixa os pensamentos sobre as músicas, sobre alguns filmes... Enfim... Quer saber? Eu vou lá e roubo o que ele tem de melhor, que é a proza poética, sensível, que arrepia a gente... E coloco aqui, sem plágio, com os devidos créditos. Ah, é muito matador. Olhem esse texto!

:: o homem que amava as mulheres

sim. eu amo as mulheres.
interesso-me pela complexidade de seus perfumes:
a pele somada à matérias sintetizadas.
amo sua resistência corporalao retilinio e angulado mundo exato das facilidades.
amo a lágrima sempre verdadeira
mesmo que feita por falsas alegações e exigências de felicidades.
amo o toque contemplativo das mãos
e a nuca que espera receber toques compreensivos.
amo o seu desejo confuso de maternidade
e a musicalidade e tom da voz quando tem desritimia.
amo a habilidade das mãos com detalhes
mesmo que tão desastradas quando procura ferir.

sim. amo as mulheres e a sua vocação para o humano.


terça-feira, abril 25, 2006
 
:: Época de Ouro

Coisas que guardo do meu curso na Casa das Rosas, sobre a Época de Ouro da MPB... Na voz de Carmen Miranda... Letra de J. de Carvalho.

Arrebenta!

"Taí, eu fiz tudo prá você gostar de mim
Oh! meu bem, não faz assim comigo não!
Você tem, você tem que me dar seu coração!

Essa história de gostar de alguém
já é mania que as pessoas têm
Se me ajudasse Nosso Senhor
eu não pensaria mais no amor"


domingo, abril 23, 2006
 
:: Fernando Pessoa, by Ritinha, em homenagem a ela

"Para além da curva da estrada
Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
E talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.
Enquanto vou na estrada antes da curva
Só olho para a estrada antes da curva,
Porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para outro lado
E para aquilo que não vejo.
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
Esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada.
Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá, quando chegarmos saberemos.
Por ora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
Há a estrada sem curva nenhuma."


sexta-feira, abril 21, 2006
 
:: Biblioteca predileta

Disse livraria no post abaixo, mas o correto era biblioteca. Não vou mudar. Preguiça. Enfim, a estante que mais amo do meu quarto, que organizo sempre, fico namorando, fica bem acima da ala dos CDs... Ali estão os livros prediletos.

Ali está minha coleção de livros de múcisa, com dicionários, "A Canção no Tempo", do Zuza Homem de Mello, "Chega de Saudade", do Ruy Castro. Livros sobre Cazuza, sobre Novos Baianos, sobre a Tropicália, sobre a Jovem Guarda. Livro que o Carlos Rennó fez sobre letras do Gil, nas duas edições. Ali está Adélia Prado contando sobre a mulher na obra de Chico Buarque, além do próprio livro com histórias e letras dele.... Ali está o "Mistério do Samba", de Hermano Vianna. E mais: ali estão os livros sobre música erudita, herdados do meu vô, ainda mais e mais e mais colecionador...

Do outro lado, meus livros de gastronomia. Os novos que citei no post abaixo, os mais antigos, que morro de ciúmes, o mais clássico, "A História da Alimentação no Brasil", do Câmara Cascudo, os guias e guias de viagem e de gastronomia, meu dicionário, by Josimar Melo, com as grafias complexas desse mundo gastronômico... Depois tem "Guerra e Vinho", sobre a luta dos franceses para armazenar seus lotes preciosíssimos durante a Segunda Guerra e depois recuperar suas lavouras... Tem "Cozinha Confidencial", do Bourdain, que conta a loucura que rola nos bastidores de um restaurante, de dois, de três, de todos. Tem livros sobre Provence, tem Daniel Bolud ensinando regras básicas a jovens chefs, uma delícia...

Por aí... Muito além.


 
:: Livraria gastronômica

Ontem perdi minha entrevista ao vivo e a cores com o querido e inteligentíssimo Jorge Carrara. Problemas do motorista que foi buscá-lo. Meu dia acabou ali, ainda de manhã. Fiquei acabada. Senti mesmo. Quando vi que a mancada foi nossa, que o táxi era de minha responsabilidade... Fora a chance de entrevistá-lo novamente e aprender, aprender... É fantástico ouví-lo falar, com propriedade, com leveza, com simpatia. Falar de vinhos e vinhos e vinhos, sem o menor topete.

Não fosse minha entrevista marcada de última hora com a Cris Couto, editora do Basilico, realmente o dia estaria perdido. Aliviou, conversamos sobre o que há de bom na cidade. Sobre os melhores restaurantes, sobre a cozinha brasileira executada pela Mara Salles no Tordesilhas e pelo Alex Atala no D.O.M.

Falamos sobre cafés... Sobre bares com bons petiscos, sobre Fabrice Lenud em sua missão impecável de fazer doces maravilhosos, delicados, bem apresentados.

De quebra, estufei minha biblioteca. Ganhei O livro do Parigi, lindo, fotos lindas, livro da Mortadela, da querida e falecida Wilma Kövesi, que já deu aulas de cozinha à minha avó também falecida... Ainda, peguei um livro emprestado sobre vinhos do fera Hugh Johson, com o be-a-bá que tanto preciso incorporar aos meus estudos...

Na ala das compras: o guia lindo e maravilhoso de Minas, da editora Bei, com quem estou trabalhando, responsável por toda a parte de gastronomia de SP e RJ, e pra quem fiz o tour pelos restaurantes do Nordeste afora... Coisa séria. Coisa fina.

Pra fechar com chave de ouro, comprei o livro do Atala. Um escândalo. São dois livros, na verdade... Um só de fotos e outro com devaneios pela culinária brasileira. Coisa de arrepiar. E, claro, coisa pra me animar pra tese de mesmo tema. Eu chego lá!


 
:: Yo Yo Ma

Salva qualquer manhã ensolarada de um feriado enquanto estou debruçada sobre o trabalho...


quinta-feira, abril 20, 2006
 
:: o que está no meu mp3 player*

* aqueles baratinhos da santa ifigênia, mas que funciona horrrores.

+ black rebel motorcycle club - os 3 álbuns - já fazendo aquecimento para o curitiba rock festival. rock energético com toques de jesus and mary chain e johnny cash.
+ adriana calcanhoto - partimpim - não ouço muito, mas fica lá.
+ pavement - uma coletânea bem bacana que fiz da banda, só filé.
+ universo ao meu redor - marisa monte - bem mais bacana que o outro disco que ela lançou junto.
+ invisible tereza - uma coletânea que gravei para uma amiga cheia de musiquinhas para menina: fiona apple, julie delpy, leslie fiest, drugstore, etc...


quarta-feira, abril 19, 2006
 
:: Se eu tivesse um ipod... parte I

Eu colocaria:

- Caetano Veloso - pra lembrar de um monte de histórias da vida
- Kings Of Convenience - para os dias frios
- Joshua Redman - para refletir
- Dimmy Kier - pra tirar uma onda
- Los Hermanos - pra ouvir no máximo, chegando de carro no Rio, com Mari Tassi
- Lokua Kanza - pra respirar
- Amelie Poulain - pra chorar ou rir
- Chico Buarque - pra pensar nos amores
- Beatles - para um pouco de tudo
- Cansey de ser Sexy - pra tirar mais onda e lembrar da BZ
- Nelson Cavaquinho - pra tirar o seu sorriso do caminho pra eu passar com a minha dor
- Paulinho da Viola - pra deixar no repeat: "eu sou assim, quem quiser gostar de mim, eu sou assim"
- Jorge Drexler - pra mexer com alguma coisa dentro de mim
- Meus cds mix baladas - pra malhar e dançar na frente do espelho
- Elis Regina - pra ver o que é a potência de uma voz
- Mundo Livre S/A - pra agitar com "Free World", pra chorar com "Leonor", pra lembrar de amor recente, pra lembrar de histórias do colegial
- Rumo e Ná Ozzetti - pra agradecer a educação musical que minha mãe me deu
- Chet Backer e Elizeth Cardoso - pra agradecer a educação musical que meu pai me deu
- Tom Jobim - para ouvir Luiza... pra sentir bossa nova, pra pensar nas épocas da música...


domingo, abril 16, 2006
 
:: Top 5: Jazz



sexta-feira, abril 14, 2006
 
:: Irressistível

Sexta-Feira Santa e eu trabalhando. Redação da Folha e tudo em paz. Ouço Chico Buarque enquanto escrevo parte do roteiro de shows do guia da semana que vem. E, sinto muito, isso não quer dizer nada do meu clima interior, não é coisa de gente melancólica, mas quando ouço algumas coisas do Chico é irresistível não escrever para depois reler, reler, reler e reler. Ouvir no repeat...

"Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza
De desinventar"


sexta-feira, abril 07, 2006
 
:: Manias

- ouvir músicas no repeat
- fazer listas de tudo (filmes, restaurantes, cafés, lojas, livros para ler, cds para comprar, músicas para baixar)
- escrever tudo quanto é tipo de compromisso na agenda
- colecionar sapos de todos os estilos apesar de odiá-los na vida real
- colecionar miniaturas
- dar perfumes de presente para homens
- fazer unha toda sexta
- checar e-mails o dia inteiro
- enrolar a ponta do cabelo com o dedo
- prestar atenção nas letras das músicas
- grifar passagens de livros com lápis
- gravar cds de todas as espécies para todas as espécies de humanos
- abraçar
- tomar coca-ligth - e entra na ala dos vícios
- escrever coisas inúteis
- guardar cartas de amor na gaveta
- tirar fotos
- rever fotos
- ler meus diários antigos
- me entender. aí está. tenho mania de me entender...


 
:: Repeat, literalmente, repeat

"Our Way to Fall", Yo La Tengo


quinta-feira, abril 06, 2006
 
:: Papo de mulher

texto de Antonia Pellegrino, enviado hoje pra mim por uma amiga querida...

Alguém aí pode me responder por que o amor saiu de moda? Por que o povounder 28 não agüenta o sobe e desce da bolsa de valores emocionais? Por queanda todo mundo com medo de se expor ao jogo afetivo?
Por onde andam as belas almas russas, dispostas a tudo pela nebulosa doamor? Cadê aquele velho estalar dos tapas, as cenas de ciúmes, os copos decachaça que afogam as dores do mundo? Por onde passeiam os olhinhosrevirados de medo e amor e medo de amar, mas brilhantes, por estarem vivendoas histórias?
Está todo mundo se protegendo de quê mesmo? É medo de quebrar a cara,tomar pé na bunda? Será que a fragilidade é tamanha que ninguém mais peitaum fora? Esquecemos que pra ganhar é necessário saber perder? Não temos maisa sensibilidade pra perceber que as cicatrizes ainda cicatrizam, que o tempoainda é o melhor dos remédios e que as dores ainda passam, e se sucedem,como as noites sucedem os dias?
Por que é quê os jovens andam tão frios, quando muito mornos, e o pior,conformados com suas vidinhas medíocres e pequenas? O que é quê táacontecendo? Por que é que tá todo mundo dando tão pouco, pedindo tão pouco,se conformando com tão pouco? Cadê os desacertos, exageros e descontrolesdos apaixonados? Seqüestraram o erro? Exterminaram a passionalidade? É ofuneral da ousadia?
Será que as pessoas pretendem passar suas vidas sem emoções agudas,extremas, trágicas, intensas? Será que o classe merdismo, ops!, o classemedismo se introjetou no nosso sistema nervoso? Não sentimos mais nada? Comoé que se torna uma pessoa sem a experiência do amor, do sofrimento, daafetividade? Plastificam-se os corações?
Pela volta da old school afetiva! Aquela que nos ensina que a vida só sedá a quem se doa, e que nos estimula a caminhar na direção em que nosso medoaumenta.


 
:: Muito - Caetano Veloso

Eu sempre quis muito
Mesmo que parecesse ser modesto
Juro que eu não presto
Eu sou muito louco, muito
Mas na sua presença
O meu desejo
Perece pequeno
Muito é muito pouco, muito
Broto você é muito, muito
Eu nunca quis pouco
Falo de quantidade e intensidade
Bomba de hidrogênio
Luxo para todos, todos
Mas eu nunca pensei
Que houvesse tanto
Coração brilhando
No peito do mundo louco
Gata você é muito
Broto você é massa, massa

PS. Eu usei o Caetano. Mas eu quero dizer muito. Muito.


sábado, abril 01, 2006
 
:: Coisa de iniciante


24 anos. No jornalismo desde os 17. Mas, ok, ainda sou uma mera iniciante. Desse estilo que vibra quando assina matéria. Que pira quando uma pauta vira capa do guia. Leiam, então, minha saga pelas filas dos restaurantes paulistanos, no Guia da Folha que saiu nesta sexta.

Esse tipo que pede, em público, pra ser lida. Em um blogue que já foi bombado e que hoje, no máximo, atinge alguns gatos-pingados. Mas a gente chega lá!


 
:: Repeat

Lokua Kanza
Chico Buarque
Mundo Livre S/A


 
:: Ao trabalho

Sábado. Começo da tarde, final da manhã. Pós-suco de laranja. Janelas escancaras. Laptop ligado. Arquivo de word aberto. Ali está a entrevista gigante que fiz com o gourmet Pedro Moreira Salles. Sobre comidas, restaurantes, vinhos... No som, as quatro estações de Vivaldi. Único barulho, enquanto viajo no mundo da gastronomia.

Eu trabalharia assim todos os sábados. Mesmo com saudades das minhas amigas. Mesmo com saudades do meu namorado. Mesmo desesperada para terminar Mrs. Dalloway, V. Woolf. Mesmo ansiosa para finalizar minha bateria do Poderoso Chefão.

Licença, vou ao trabalho. Feliz.