domingo, fevereiro 29, 2004
 
:: Coisas quase esquecidas

Tenho uma porrada de coisas pra escrever, mas ando meio travada. S?o Paulo me deixa assim. Meio travada. Estive fora por uns dias, desenferrujei um belo bocado, tive muita inspira??o, muita id?ia, muita vontade de escrever muito. Eis que piso nesta terra e volto ? estaca zero. Mas n?o ? como se nada tivesse valido.

Tive vontade, por exemplo, de escrever sobre o meu regime. N?o aguento mais contar pontos. Outro dia vivi uma cena pat?tica, mas engra?ad?ssima. N?o para quem l?. Enfim... Eu tava de um lado da cozinha, em uma bancada, preparando um lanche. Minha irm? do outro - ou seja, a gente estava de costas uma para a outra - preparando um pratinho arroz/feij?o. E quando a gente vai ver, est?o as duas contando os malditos pontos baixinho... Rid?culo. Mas funciona e ? isso que importa. Ver?o 2005! hahaha Pensando l? pra frente, afinal s?o milh?es de quilos at? l?.

Pensei outro dia que devia escrever sobre algumas dificuldades. Sobre esse lance de objetivos, de desejos... Porque alcan?ar um objetivo ? criar muitos outros. E isso ? foda. No ano passado alcancei graandes objetivos, mas n?o estava extamente feliz. Muito satisfeita e tal, mas n?o sei se propriamente feliz. Esse ano comecei com v?rios sonhos realizados, uma beleza. E da? pensei que o que faltava menos era o mardito contar de pontos para emagrecer, de verdade. E estava uma trava louca essa hist?ria. At? que deu certo e estou nesse processo. Depois, estava feliz. Achava que sim. Mas n?o. De repetente as coisas em casa pesaram. As coisas pesarem aqui em casa continua sendo uma coisa ligth. Porque aqui temos uma rela??o diferenciada, muito bacana mesmo. Mas ? foda. De repente, eu ficar no meu canto virou motivo pra enche??o de saco. Eu sempre gostei do meu quarto. Eu sempre gostei de curtir o meu som, os meus CDs. Eu sempre gostei de ficar vendo por horas as minhas fotos e os meus bilhetes guaradados de anos atr?s. Eu sempre gostei de escrever loucamente, de ler loucamente, de chorar loucamente. Porra, eu gosto do meu canto, eu gosto da minha privacidade, eu gosto das coisas com a minha cara. Eu gosto pra kct de mim. E de repente ficar no meu canto virou um transtorno. Porque ? n?o interagir. Caralho!

Depois surge um novo problema de sa?de. Suspeitas. Graves. E recome?a o inferno que ? fazer exames e mais exames e mais exames. Porque ? uma invas?o fiadaputa, escrota, de foder. Fazer ultrasom, deixar voc? com dor de tanta vontade de fazer xixi. Depois meterem em voc? praticamente um pinto gelado e mexerem muito l? dentro sem te causar o menor prazer sexual. Olhando pra uma imagem, sempre. Como se estivesse tudo ?timo com voc?. De estar naquela posi??o, de perna aberta, ? meia-luz, com um lance cutucando voc? at? o umbigo, praticamente. Depois fazem voc? esperar um puta tempo e te levam pra outra sala gelada. Tiram seu sangue at? voc? tremer. Mais que isso, at? voc? desmaiar. Da? voc? acorda e vai para o caf?, com dificuldade. Eis que voc? se lembra que n?o pode se esbaldar, pois est? de regime e existem os malditos pontos.

Voc? vai ao m?dico e ? examinada de novo. Voc? continua com problemas, mas as suspeitas graves foram levemente resolvidas. Mas. Levemente. Voc? nunca est? bem de sa?de.

Nessa hist?rias toda voc? come?a a ter certeza de que n?o poder? ter filhos. Porque seus ov?rios est?o detonados, seu ?tero s? traz problemas. E a? ? a maior fossa mesmo. Uma violenta, do caralho.

Acontece uma coisa boa: feriado. Mas s? chove, voc? fica em sampa pra cuidar do gato, voc? quer se matar de comer, mas tem os malditos pontos. Ter?a voc? viaja, porque rolou uma semaninha de carnaval no trabalho, uam coisa de louco. Voc? chega num para?so perdido. Coisa de louco. Chove nos primeiros dias, voc? l? , faz sexo, cozinha. Dorme loucamente. E abre o sol.

E sua cabe?a come?a a pensar uma porrada de coisas bacanas. Porque sua vida, apesar dos pesares ? boa pra kct. Na verdade voc? ? muito feliz. E come?a a bater uma baita vontade de escrever sobre tudo que te passa pela cabe?a. Voc? olha pro lado e mais inspira??o, uma beleza.

Ent?o voc? acorda cedo, depois de partidas matadoras de xadre. vai pra praia vazia, toma sol semi-nua, queima a bunda - e isso ? uma ben??o - nada feliz da vida, o mar est? claro, transparente. Voc? nada, nada, vai no fund?o e continua enxergando tudo. V? um peixe se debatendo na superf?cie, a beira da morte, se afasta. Peixe ? nojento visto assim.

? noite, mais jogo. Mais grandes jogadas. Uma vit?ria, uma derrota, um equil?brio. Leitura. Na cama, você vê uma aranha cabeludona. Vc ? corajosa. Voc? levanta. Mata. Na mosca, de primeir?ssima.

De repente voc? est? em S?o Paulo. Est? - mais que isso - na frente do computador. E fica remoendo a sua cabe?a, fica tentando a qualquer pre?o trazer suas id?ias ? tona e nada acontece. E a? ? de foder.


 
:: Efeito Quarta feira de cinzas

(que vai durar até eu conseguir articular uma frase sem ser em ritmo de marchinha)

Roubaram o coração da minha sogra
Botaram o coração no jacaré
Sabe o que aconteceu?
A velha se mandou e o jacaré morreu!

É, é, é...
Coitado do jacaré!

(repetir ad infinitum pulando com os bracinhos pra cima e os indicadores na posição alala-ô)


quinta-feira, fevereiro 26, 2004
 
:: poisé cumpadi

depois de seis anos na faculdade, eu vou me formar. quem diria? o bendito dia será 1 de março de 2004, aos 46 minutos do segundo tempo. está certo que só vou respirar melhor depois desse dia, mas já com o aval do meu orientador, estou entregando todo material para minha banca. estava me dando uma nostalgia esses dias porque alguns projetos meus na eca vieram a discussão não sei bem porquê. whatever, o fato é que estou feliz com os projetos que estão se iniciando agora e tenho uma vontade muito grande de me voltar a eles de corpo e alma.

não vou falar aqui dos projetos. vou comentar aos poucos durante a realização. só gostaria de convidar a todos a assistirem a minha defesa do tcc que vai ser na eca, dia 1 de março, às 10 da matina. a sala não sei bem ainda, mas assim que souber aviso.

torçam e rezem por mim.


terça-feira, fevereiro 24, 2004
 
:: as invasões barbáras e big fish

vocês podem achar estranho eu escrever um texto sobre dois filmes que diametralmente tenho simpatia. odiei (e olha que para eu falar de um filme assim é porque a coisa é grave) invasões barbáras e amei (e olha que para eu falar de um filme assim...), por isso resolvi colocá-los em um mesmo texto. é inevitável compará-los mas a vontade é de mostrar coisas em comum. as histórias são parecidas: o reencontro de pai e filho no leito de morte.

a primeira coisa é que assisti a ambos num momento descontrol da vida, com teorias sobre o cotidiano e resistência cultural. pode parecer paranóico pq provavelmente é, mas acredito que em ambos o meu estado sentimental influenciou na aceitação ou não do filme.

tentei gostar de invasões barbáras, juro. a história de alguém que tenta se encontrar através de uma reconciiação familiar é muito interessante para mim.mas não suportei aquelas conversas rápidas e inteligentes, cheio de academicismo e dizendo que sexo é liberdade. não que eu não concorde com algumas idéias (principalmente relacionados a sexo), mas todas as conversas me soaram fake. sabe aquela sensação de estar ouvindo o que todos querem ouvir? eu prefiro ouvir um padeiro falando de como faz bem o seu pão.

claro que chorei quando o cara morreu. essa situação me toca deveras. tenho um medo enorme de morrer só. fiquei feliz pelo cara que teve todos os amigos ao redor. mas não fez sentido algum o resto do filme, não me disse nada.

tentei apenas gostar de big fish, juro. mas amei o filme. é claro que tem lá seus defeitos. não achei um roteiro tão bem desenhado e o inicio parece lento demais. mas a partir de um determinado momento não parei mais de chorar. tudo que eu ando pensando nesses dois ultimos anos estavam no filme: a narrativa, a ficção, a invenção e as relações humanas. achei que podiam explorar muito mais coisa, mas é porque eu ando pensando muito nisso.

sei que muita coisa que escrevo são grandes mentiras, mas há muito ali de sincero, mesmo que não verdadeiro. acho que big fish é um pouco disso. você pode dizer que nunca amou ninguém ou pode dizer que amou muitas pessoas de várias formas diferentes.

não sabia bem porque eu deveria fechar o meu blog parachutes. tinha uma impressão de que ele não se destinava mais ao que propunha originalmente. depois desse filme, posso não ter encontrado o porquê dessa vontade de fechar, mas descobri porque continuar.

para terminar, quero dizer que falando com uma amiga, a quelany, tive outra impressão de invasões barbáras. nessa conversa, percebi o quanto fazia sentido para ela todo aquele universo, das frustrações da utopia, marxismo e outros ismos. meus pais não tiveram esse universo cultural dos anos 60, logo eu também respirei pouco desse ar. as frustrações dessa época conheço pela história e não na pele. consegui ver, através dos olhos da quelany, todo sentimento de frustração da época pós-revolução e então consegui enxergar algum sentido no filme.

acho que é isso. quero ainda ver o "lost in translation" e o "kill bill". e torçam por cidade de deus. acho que ganha roteiro adaptado.


sábado, fevereiro 21, 2004
 
:: feels like home

ouvindo o disco novo da norah jones e surtando...


quinta-feira, fevereiro 19, 2004
 
:: Onda gigante vai alagar ilha no Oceano Pacífico

"As autoridades da ilha de Tuvalu alertaram hoje que uma onda gigante alagará nas próximas horas a maioria da superfície desta minúscula nação situada no oceano Pacífico.
De acordo com Escritório Meteorológico de Tuvalu, a água pode inundar na sexta-feira o aeroporto e as infra-estruturas de Funafuti, a capital das 30 ilhas que formam o país.

O órgão acrescentou que está previsto que a maré supere os três metros acima de seu nível, o que também afetará as outras ilhotas e por volta de 11.500 pessoas.

No entanto, a porta-voz descartou que as águas cubram a totalidade das ilhotas, que estão a algo menos de 4,5 metros acima do nível do mar, como ocorreu em 2001.

Tuvalu está submetida a uma série de marés que já dizimaram as reservas de água potável do país e destruíram suas sementes e plantações.

Os especialistas opinam que o aquecimento do planeta devido à atividade industrial humana provocará a curto prazo que Tuvalu e outras ilhas de suas mesmas características acabem engolidas pelas águas.

O primeiro-ministro de Tuvalu, Saufatu Ensopo'aga, anunciou recentemente sua intenção de demandar os Estados Unidos e a Austrália por contribuir para a contaminação da atmosfera, causando o aumento das temperaturas do planeta.

Tuvalu tentou enfrentar a situação solicitando aos governos das vizinhas Austrália e Nova Zelândia uma permissão especial como emigrantes para os ilhéus, pedido que foi negado. "

nossa fantasia não supera a realidade. e nossas bobagens com nós mesmos, nossa própria resignação.





quarta-feira, fevereiro 18, 2004
 
:: Coisas que me deixam feliz

Hoje foi um dia daqueles que podiam ser riscados do mapa, saca? Acordei com merda na cabeça, literalmente. Fellini, meu lindo e maravilhoso gato persa, branquelo, carinhoso, grudado em mim e coisa e tal, fez um cocô mole e veio com a bundinha toda meladinha na minha cama logo de manhã. Esmerdiou tudo, uma beleza. Levanto. Dou de cara com a minha mãe. E isso, convenhamos, não é muito animador. De manhã é foda e mães sempre aparecem com aquelas idéias de "faz supermercado", "vai no mecânico", "compra zonazul" e por aí afora.

Depois fui pra Rádio e, por incrível que pareça, também foi um inferno. Meu computador de lá está a beira da morte e eu não tenho a menor condição de trabalhar sem ele. Meu rendimento caiu loucuras por conta disso e parece qe fica um lance meio assim: vc quer trabalhar pra kct e não pode. E isso é pra deixar qq um mal humorado.

Depois corre pro Fleury pegar exames. Outra bosta porque estou com uma porção de suspeitas sérias e isso tem me deixado desconcertada! Corre pro funileiro fazer orçamento de um raspão que deram no meu carro. O cara não estava lá. Corre pro shopping buscar o relógio que estava no conserto. Volta pra casa. Corre pro banheiro, apertadíssima! Eis que você entra no banheiro e está tudo pura merda. E meu banheiro é daqueles brancos, limpos, cheirosos, lindo de morrer. O Fellini ficou preso lá não sei por que cargas d'água e cagou em tudo. Está com dor de barriga. Faz xixi, sai do banheiro, providencia vários panos de chão com produtos de limpeza variados. Limpa tudo loucamente.

Enfim, um dia de cão. Daqueles...

E daí duas coisas me deixaram bem melhor. Uma delas: foi ver a BZ no meio da tarde, bater papo, falar coisas e mais coisas e mais coisas... Delícia. Bater pernas, ver vitrines, comer alguma coisa (dentro dos pontos do Vigilantes! hahaha), esfriar a cabeça.

Volto pra casa. De novo. Toca o telefone e é o querido Marcito. Falamos deliciosamente ao telefone e fiquei feliz da vida.

Coisas que me deixam feliz...


 
:: Mãos ao alto!

E foi quase assim.

Assalto é uma bosta. Uma dessas situações que rola uma baita invasão. E ser invadido é péssimo. Mexe. Mexe na alma.

Eu tava de carro, indo pra Rádio outro dia, um chuvisco básico. Janelas fechadas, farol fechado. Um molequinho bate na janela e pede um trocado. Eu abro a janela, uma frestinha, e dou o pacote de bala que tava no banco do passageiro. Pra quê? Eu pergunto: pra quê fazer um lance legal se você só de fode? O moleque tirou um canivete do bolso, ou sei lá de onde. Eis que surgiu um canivete próximo à jenela. Sorte que estava pouco aberta. Pisquei. Quando abri os olhos de novo - veja, uma piscadinha rápida, só pra não secar a retina - lá estavam mais uns 3 amigos, molequinhos também, me xingando de tudo quanto é nome e falando pra eu passar isso, aquilo e aquilo outro, senão eu ia tomar bala na cabeça, senão eu ia ficar inteira furada, senão eu ia ficar rasgada de cortes do canivete. Nessas eu saquei o farol abrir, fechei a janela na mão de um dos moleques que estava tentando abrir a minha janela a força e me mandei. Virei a esquina, parei o carro e chorei. Loucamente. E foi assim... Quase assim.

PS. Isso dá pano pra manga. Daria pra eu filosofar, filosofar, filosofar sobre. Mas acho que o relato é suficiente para cada um filosofar na sua. Não?


terça-feira, fevereiro 17, 2004
 
:: ordem dos cavaleiros zé mayer

http://cavaleirozemayer.blig.ig.com.br/

do nosso grande guga. é muito engraçado!!! visitem!!!


 
:: Cada vez menos gostosa

Ou você confessa e faz disso uma grande brincadeira ou vira um tabu tremendo e fica um inferno. Emagrecer é foda e ponto. E eu sempre descolo um jeito bem-humorado de fazer regime, de criar piadinhas em torno do tema e tal. Senão, não rola, definitivamente.

E eu inventei essa moda de emagrecer e concluí que cada vez mais estou menos gostosa, que cada quilo a menos as pessoas perdem um pouco de mim e isso é gravíssimo! haha

Aqui em casa tá foda. Nem piadinha, nem bom humor, nem calorias, nem porra nenhuma. Minha mãe era uma gorda daquelas monstras mesmo. E, uma linda de morrer. E deu na telha de fazer a tal da operação do estômago. E foi uma maravilha. E ela praticamente sumiu!

Fato é que ela perdeu uns 60 quilos em menos de um ano. Fato é que ela comprou uma calça número 38 no final de semana passado. Simplíssimo assim. Corta o estômago, passa por uma certa crise e tal e, de repente, você é magra, você é mais que isso - ou menos - você é mag?rrima!

E minha mâe tá foda. Gata, saca? Estilosa, guarda-roupa novíssimo e um charme, olhos azuis lindões que agora resolveram aparecer no rosto, cabelereiro semanal, acessórios novos e por aí vai. Saidinha que só ela, não pára em casa, cheia de viagens e de querer aprontar programas bacanas.

E eu, nessa história, fui engordando. Ok, fiz um tratamento hormonal foda depois da minha operação e isso contribuiu. Mas fato é que gosto de comer e gosto de comer bem! Gosto de bons restaurantes, gosto de aprontar um almoço, um jantarzinho e tal. E isso dá quilo a mais. Batata!

Até que, de repente, meu guarda-roupa ficou quase inútil porque minhas roupas não cabiam mais. E eu, num impulso louco e bem-humorado, fui parar no Vigilantes do Peso. Engraçadíssimo! E é esse lance: a regra máxima é levar na ESPORTIVA! E é isso que eu faço e me divirto a valer, perco quilos a valer e fico cada vez com menos excesso de gostosura. Foda. hahaha



 
:: memórias

olha só o que eu achei nuns arquivos antigos, acho que foi o primeiro poema "mariana blues". é de 99.

Mariana Blues

Um pouco mais de vinho e posso dizer que estou bem.
Alguns segundos a mais e vou lhe contar as histórias de meu coração.
Espere só alguns minutos... enquanto o Chico acaba o Bancarrota Blues
E eu, a minha pequena tristeza das ondas da Austrália.

Que esta melancolia de não estar é para depois
Das canções tristes. Um pouco mais de vinho
E já sei como devo proceder sem que haja constrangimento.
Prometo. Nada além de uma esgrima verbal.

Acusaria uns de sofredores alheios. Deixarei de tomar dores.
As minhas serão suficientes? Deixa prá lá nos mares do Novíssimo Continente
Onde todos falam um inglês pretencioso (só como o inglês-australiano
pode ser). E ninguém se importa com as pessoas do Brasil.

Vai ver que não houve quem percebesse que o Chico
já acabou o seu blues e eu, meu vinho.
Assim recomeço o meu papel de ser extremamente feliz,
mesmo que o blues já me tenha deixado bem.


 
:: 24 horas, one tree hill, tcc?s e outras amenidades
(ao som do ao vivo do coldplay)

não fiquei 24 horas acordado assistindo a maratona da série da fox, mas as 12 últimas horas é só o que tenho assistido. fala séio. os caras conseguem fazer mais reviravoltas que peça shakespeariana! e não é só por isso que se assemelha a shakespeare: a intriga palaciana, o herói em dúvida, personagens que não são o que parecem. e os meros espectadores acreditando em tantas reviravoltas! o que eu disse para mari é verdade: tudo bem que haja tantas reviravoltas, mas tudo num só dia?!?!?! se os meus dias fossem assim eu não tinha passado dos meus 12 anos. mas a série é otima ! e nessa terceira temporada inventaram que o jack bauer se viciou em droga para prender um traficante... o cara treme os episódios inteiros. ok, ok ...

volto a confessar como tenho gostado muito desse seriado teen "one tree hill". é o básico do básico e talvez seja até muito simples. mas não tem como eu não me sentar e ficar torcendo para que as pessoas façam a coisa certa ou pelo menos que ajam com serenidade (claro que umas briguinhas são fundamentais). no episódio passado, o lucas estava tão puto com seu pai biológico que resolveu se livrar do sobrenome "scott". o seu tio que é irmão do scott pediu para que reconsiderasse porque gostava que seu sobrinho tivesse o nome scott porque no fundo o considerava um filho. só que o episódio inteiro o lucas não tinha percebido isso. só quando teve o jogo dos pais contra os filhos que lucas percebe que tudo é apenas um jogo e quem lhe mostra isso é exatamente o tio. lucas resolve ficar com o nome do tio e não do pai.

isso me lembra um episódio sobre um poema escrito por uma pessoa muito querida. inititulou o texto com um nome próprio por causa do significado grego, acho. mas quando as pessoas relacionaram o nome com um antigo amor, essa pessoa simplesmente queria mudar o nome. eu lhe disse que era desafiador criar um novo sentido para a palavra, dar-lhe outro universo. mais fácil é desistir. as palavras não pertencem a ninguém, mas a aceitação de seus significados depende de cada um. tenho hesitação com o nome "parachutes" no meu outro blog porque parece a expressão "caiu de paraquedas" que é meio pejorativo. mas aos poucos vou criando outro sentido para a expressao "a million parachutes", eh um processo longo e dificil e nao sei se estou conseguindo. mas por enquanto ainda nao desisti dessa imagem de milhões de paraquedas multicores caindo do céu e dizendo que está tudo bem.

e nessa brincadeira toda de televisão e pior: icq?s vou atrasando muito o meu tcc. sei que ao defendê-lo estarei livre para fazer outras coisas. tenho um roteiro quase pronto para começar a escrever com a mari (não esquece da ponte, menina!); um romance já todo com estrutura, um livro para editorar, uma produtora para abrir, aprender a nadar, um projeto de webradio para finalizar, etc... só em março vou poder me organizar direito para fazer todas essas coisas. o tcc é uma prisão infernal. um conselho: se livrem logo dele quem está precisando fazer. a mariana que o diga.

a vida é essas coisas cheia de coisinhas e pronto para coisar.

p.s. iniciando a campanha frases mirabolantes para camiseta: quem tiver alguma frase muito boa escreve na tag ao lado. "para que ter naipe se você não tê-lo?"





sexta-feira, fevereiro 13, 2004
 
:: Esclarecimento

Como o meu último post foi levado um pouco a sério demais e tenho recebido emails admirados com as minhas peraltices do último fim-de-semana, esclareço: nem sexo selvagem, nem sexo de qualquer outro jeito, nem comportamentos excessivos, talvez um tantinho de álcool, definitivamente algumas noites mal-dormidas. Um pouco de frio mal administrado durante a noite também, mas não vou desenvolver essa parte porque ela me envergonha um pouco. E foi só isso.

O resto é verdade.


quinta-feira, fevereiro 12, 2004
 
:: Mariana Z., 5 anos, dopada e bem destruída.

O castigo vem a galope.

Após um fim de semana regado a álcool, noites mal-dormidas, sexo selvagem e comportamentos excessivos, a providência divina resolveu me punir. Eu agora tenho muita dor, voz de Bozolina, bolas de golf no lugar das amídalas, febre constante e não como há três dias.

Ó Céus. O que fazer?

1- deitar e esperar a morte;
2- tomar Amoxil 3 vezes por dia durante 15 dias (Amoxil = pílulas gigantes, tipo aquelas do Super Mario; engolir aquele troço não é tarefa das mais fáceis, principalmente para alguém incapacitado de engolir até água);
3- tomar uma Benzetacil, sarar em coisa de 20 minutos e sair lépida e saltitante pelas ruas da cidade.

Óbvio, não?

Acontece que eu tenho medo de injeção. E Benzetacil é a injeção mais desgraçadamente doída que o ser humano já inventou.
E nessa hora da crise, na hora de ser madura, responsável e valente, enfim, no momento de separar os homens das crianças, eis que a Mariana de 5 anos vem à tona com olhinhos trêmulos, batendo o pé e fazendo biquinho, não tomo, não tomo, não tomo!

E não tomei mesmo, agora dá-lhe esforço pra engolir o maldito Amoxil, e dá-lhe paciência pra continuar com a garganta fechada por mais uns 4 dias, e dá-lhe serenidade pra enfrentar o carnaval sem bebidinhas carnavalescas e etcetera.

Quer saber? Melhor assim. Quando se tem 5 anos, quem precisa de bebidinhas carnavalescas e etcetera? Me dá um copo de groselha e bexigas d'água e eu já me divirto a valer. Não, bexigas d'água não... melhor confete. Isso, confete! Ou, no máximo, um reco-reco de plástico. *

*(Mariana tenta desesperadamente reencontrar o caminho do Céu pra ver se sara até o Carnaval)




segunda-feira, fevereiro 09, 2004
 
:: Sucesso dá trabalho, mas dá dinheiro

Vamos fingir que eu estou ficando famosa, ok? Só pra tirar uma onda.

Fui fazer som em outra festa nesse sábado. E foi um arraso. Além dos elogios habituais, foi uma garota malhadona falar comigo:

- O som tá muito bom! Você monta CDs?
- Legal, obrigada. Montar CDs? Monto, pra quê?
- Eu sou professora em 3 academias e não saco nada de música. Vi que o repertório de vocês é muito bom e tal.
- Pô, valeu. Fica com meu número e a gente conversa com mais calma, blz?
- Vou te ligar segunda sem falta! Sem falta!

E é isso aí! Luiza Fecarotta e Diogo Matheus vão tocar nas academias de São Paulo. A rapudura é doce, mas não é mole não! hahaha


 
:: Mariana comove o mundo em um apelo emocionado: "Parem de matar meu salsicha!"

Desde que a bunda do meu cachorro caiu as pessoas têm me preparado para o pior, "aaaah, 15 anos, ele já tá bem velhinho, né?, vai se despedindo...", a essas pessoas eu respondo que Dust está descadeirado mas não está morto, e a julgar pelo velho ditado "vaso ruim não quebra", desconfio que ele ainda vai enterrar a todos nós.


sexta-feira, fevereiro 06, 2004
 
:: Prós e contras de ser DJ

Eu adoro música. Quando estou arrasada penso "ainda bem que existe música." Quando estou animadíssima, coloco um som em alta potência no quarto e "mando vê". Danço sozinha, que nem louca. Patético. Isso tudo porque ouvir música é foda.

Meu primeiro salário eu gastei todinho num som de primeiríssima, daqueles pequeninos de madeira, super charmosinhos. Primeiro salário é aquele lance que a gente nunca esquece, ainda mais esse que foi tão bem investido.

Enfim, já faz um tempo que inventei essa moda de ser DJ. E o negócio tá indo bem. Estou ganhando grana com isso agora. E fazer som é uma emoção a todo minuto. Ver o processo da pista encher, sacar quando a música pegou bem, quando pegou mal. Um barato. Observar... Além disso, você está lá, trabalhando, mas curtindo um baita som.

E rolam uns lances engraçadíssimos. Outros pentelhos. Na última balada que fiz som, há uma semana, tinha uma molecadinha. E eles encheram a paciência vindo pedir sons e tal. Malas pra kct, mas faz parte. E foi bizarro uma hora que um pirras chegou pela milésima vez ali do meu lado e disse:

- Pô, agora ia cair muito bem um Jamiroquai.
- Oh, fulano, você conhece Jamiroquai?
- Claro, né mano!
- Não parece, porque é exatamente o que está rolando agora.

É mole?

E mais:

Chegou um zé mané e disse enquanto tocava Moloko e Portishead:

- Agora iria muito bem um Tim Maia.

hahahaha Tudo a ver, né? Ai, meu deus. Enfim, fiquei chapa de um cara da Band que tava lá. Engraçadíssimo e veio com um papo ótimo pra pedir um som (por coincidência era Tim Maia também). E eu falava:

- Cara, tenha paciência que uma hora vai rolar.

Passou um tempo, eu chamei o cara e disse:

- Você esperou direitinho, não encheu e tal. Merece escolher a música do Tim Maia que você quer! - e coloquei 7 discos na mão dele.
- Legal, dá pra tocar Não quero dinheiro?
- Oh se dá!

E foi assim, a pista bombou. Logicamente não é a música que eu mais gosto, mas pra pista funciona que é uma beleza. Nessas chega um penta e fala:

- Pô, eu gosto de Tim Maia, mas essa é muito manjada, né?

Foda, diz aí! Mas, uma maravilha também.... Tem que saber lidar!


quinta-feira, fevereiro 05, 2004
 
:: The Bluffing Issue (nome da minha futura banda)

Sabe o que é mais engraçado nessa vida? O fato de que as pessoas são altamente sugestionáveis, a troco de nada. um blefe bem colocado e tá feito o serviço.
Por exemplo: espalhe por aí a notícia de que você quer fazer gastronomia e virar chef de cozinha. Deixe a coisa maturar um pouquinho e pronto: num passe de mágica você cozinha bem pra cacete - mesmo que ninguém nunca tenha provado sua comida!

Agora, tem o seguinte: o blefe pode criar um problema, porque se você for colocado a prova tudo pode ir por água abaixo. Nessa hora é importante ter em mente o postulado básico do blefe: no fundo, tudo é uma questão de fé. Seja firme, bata o pé, faça crer que suflê queimado embaixo, cru no meio e chapado na travessa é resultado de anos de estudo de uma técnica ultramoderna e arrojada de nouvelle cuisine, a petitgateautização do suflê de chuchu enquanto releitura do trivial-chic. Aí você se serve com olhar guloso, come e faz carinha de quem tá gostando demais. Sucesso garantido!

A verdade é que eu não tenho muitos talentos, mas tenho o mais importante deles - o talento pro blefe - e estou muito feliz com ele. Um dia ainda lanço o manual do blefador e fico multimilionária.

Conselho cósmico do dia:
se você não pode convencê-los, confunda-os!


quarta-feira, fevereiro 04, 2004
 
:: Protesto público!

Tem de ser um protesto público (e da maior repercussão, afinal vai ser publicado nesse blog loucamente visitado! haha).

Que mané primo da BZ é esse que tem o carão de falar que ela tá com cara de homem? Louco de pedra, só pode ser.

A BZ tem carinha de garotinha, lindinha. Uma coisa. Mesmo com um jeitão de malandrona e tal. E isso não é pinta de homem, isso é autenticidade. É mulher que banca um visual diferente, um jogo de corpo específico, meio durão. Por isso que faço a maior propaganda dela e assino embaixo. Porque boto a maior fé nessa menina. Sei que ela vai se dar muito bem na vida, mesmo que esteja um pouco confusa, sem saber ao certo qualé que vai ser da vida dela.

Mas eu digo: isso acontece porque ela tem muitos dons. Ela cozinha pra kct, ela faz altas produções no visual da mulherada - querendo arrebentar numa balada, peça consultoria ou mesmo pague pelos serviços dessa menina, combinado? Sucesso na certa, certíssima! - ela costura, ela faz um som genial nas baladas, desses de esquentar a pista, e, porra, ela tem um rostinho muito feminino, delicado.

É isso aí! Esse primo não tá com nada! No máximo uma miopia mal-resolvida!


 
:: Diálogos impertinentes

Estava eu na garagem, aplicada na tarefa de passar Calminex na bunda do meu cão-salsicha-centenário, com o coração partido de ver o bichinho arrastando as patas de trás (normal, cedo ou tarde a bunda dele iria cair, é tipo uma herança kármica da raça, um castigo, digamos assim, porque esses salsichas são seres do mal) quando chega meu primo.

Ele parou ali e ficou olhando em silêncio, achei que ele estava sensibilizado pela cena, era de fato comovente, mas aí ele começa:

Primo: Você está com cara de homem hoje.
Eu: ???
(CUMA???)
Primo: Sério. Que estranho.
Eu: A-hã. Legal.
Primo: ...
Eu: ...
Primo: Tem quem goste.
Eu: A-hã.
(Pffff...)
Primo: Pode ser um novo nicho a ser explorado.
Eu: ...
Primo: ...
Eu: ...
(Céus!)
Primo: Bom, só passei pra filar uma bóia. Tem comida aí? - e sai pra cozinha pra fuçar a geladeira

Taí.
"Um novo nicho a ser explorado".
Será que o nicho Homens que gostam de mulher com cara de homem existe? Será que eu posso vir a me tornar uma mulher que gosta de homens que gostam de mulher com cara de homem? Será que devo desencanar da depilação e cultivar o bigode?
São coisas pra se pensar.


 
:: Noitada VIP

Fato é que eu gosto de programas Vips. Não pelo glamour, mas pela economia de grana. O que se gasta em programas culturais é um absurdo, ainda mais porque eu vivo fazendo vários deles. E ultimamente estou desfrutando dos melhores, na faixa. Shows, todos. Cinema: Directv e Unibanco Arteplex. Uma beleza.

Agora que estou na Eldorado vou a muitos shows pra fazer entrevistas e tal. Então acabo entrando na faixa. Cinema o Di tem os contatos: batata, entramos na faixa tamb?m.

Ontem, foi uma noite especialmente vip. Isso porque os programas foram da mais alta qualidade.

Primeiro: show do Chico Pinheiro no Supremo.
Segundo: drinque no Spot.


Chico Pinheiro é um instrumentista e compositor que eu admiro. Pô, o cara arrebenta no violão, tem composições lindas, parcerias incríveis e é uma gracinha. O Spot é um dos lugares mais bacanas aqui de Sampa. E mais mamata ainda: o primo do Di, França, é barman de lá. Já sacou, né? Os drinques saem uma barbaridade. Deliciosos.

E pro meu programa ficar ainda mais em cima... Essa parte dois teve uma pimentinha básica. Foi surpresa. Adoro isso. Homem que faz isso é muito homem. Uma delícia. E o Di faz bem assim. Ontem saímos do show, ele ligou o carro e me levou pro Spot de surpresa. Cara que tem atitude é foda. Irresistível. Não curto lenga-lenga, saca? Esse lance de ficar horas no telefone pensando pra onde ir, o que fazer, quem pega quem, onde encontrar. E o Di é ponta firmíssima. Estou passando aí, esteja pronta em X minutos. Já sei onde vamos, ok? Porra, matador, diz aí!

E foi assim... Depois disso é segredo! Certamente.


segunda-feira, fevereiro 02, 2004
 
:: ok, já tive vontade de fazer isso...




 
:: wonkavision

é uma banda do rio grande do sul que faz um pop com mais guitarras e eles tem um moog muito destruidor. tinha ouvido uma vez ano passado e gostado de uma música chamado "nanana" que é bem power. ontem fizémos uma entrevista com eles e fiquei ouvindo a demo "preview" deles. cara, é muito bom! adorei bastante! olha só a letra do "powerbossa":

acorde cedo
jogue pro alto
todas as pedras do seu sapato.

pega o seu celular
tire ele do ar
de uma vez.

entre no carro
vá para bem longe
logo depois
de onde o céu se esconde.

deite na grama
deixe o silêncio, tina (?)

se você pensar e se arrepender
lembre-se que não há nada a perder.

vou jogar tudo pro alto.

largue o emprego
torre dinheiro
não vista roupas o ano inteiro.

invente uma língua
visite singapura

escreva livros como john fante
transe em uma roda gigante
pinte o cabelo
vire do avesso a américa.

se você pensar e se arrepender
lembre-se que não há nada a perder.

vou jogar tudo pro alto.

e imaginem isso com tralalalas e tchururus... é muito bom. as outras músicas tem esse ritmo pop, mas as letras são mais deprês. mas são todas fantásticas. minhas bandas favoritas: luisa mandou um beijo, ludov, casino e agora wonkavision.


 
:: o sorriso de monalisa

crítica é uma coisa foda. todo mundo comentando que era uma versão feminina dos "sociedade dos poetas mortas" e vou eu lá assistir com a vandreza o filme. amo a "sociedade" e julia roberts, mas o filme é bem fraquinho. parece tudo meio afastado. ela mesma, a protagonista, nem se compara ao "oh, captain, my captain". tem personagens interessantes, mas que se perdem em cenas fracas. como sessão da tarde é agradável, mas o falatório todo me deixou com o mínimo de expectativas... mas a trilha sonora é muito boa, principalmente a dos bailes... =)