segunda-feira, março 31, 2008
 

Agora eu já posso falar: apaixonei-me loucamente pela minha filha.

Porque nos primeiros meses a gente ama. Ama quase por obrigação, ama porque a natureza quis assim, mas verdade seja dita, o bebê não faz lá muito esforço pra ser amado. Muito pelo contrário.

Mas agora, o que é isso, gente? Agora veio essa paixão louca e arrebatadora que me faz querer morder as bochechas dela a cada 3 minutos, e querer afundar o nariz no cangote dela, e abraçar com força até ela resmungar - porque ainda tem isso: ela agora é abraçável, coisa inconcebível há alguns meses, quando ela mal tinha volume, tadinha. Agora ela ganhou corpo, costas, dá pra dar uns abraços muito bem dados, é uma delícia! Tenho que me controlar muito pra não deixá-la roxa de tanto apertão.

Aconteceu que ela desabrochou. De repente deixou de ser um bebezinho frágil e virou a criaturinha mais adorável e interativa da face da terra, que senta, mostra a língua, gargalha, bufa de raiva, conversa dá-dá-dá. E o melhor: se atira nos meus braços quando me vê. Porque ela também acaba de se apaixonar loucamente por mim! Timing perfeito, a natureza é sabia ou não é?

(foto tirada pelo Marcio - amigo do peito, companheiro de blog e autor do vídeo incrível aí embaixo)