sexta-feira, agosto 03, 2007
 
:: ALI(c)EN, a oitava passageira.

Então minha filha fez as malas, mandou um tchau-tchau pra quem fica (meu coração?, meu baço?), e se mudou pro lado direito da minha barriga. Fugindo da vizinhança barulhenta, talvez. O fato é que ela se embolou toda à direita e lá ficou, na sua rotinazinha de mini-bailarina: piruetas, chutes e treino de step usando como degraus minhas costelas.

Isso aconteceu há uns 3 meses – naquela época ela pesava 450 gramas, vejam vocês. O tempo passou, ela foi se recheando toda e agora é um filézão de uns 2,300kg. O lado direito ficou pequeno pra tanta carne, de modo que:

A bunda da minha filha fez as malas, mandou um tchau-tchau pra quem fica (todo o resto do corpo?) e se mudou pro lado esquerdo da minha barriga. Buscando seu próprio espaço, provavelmente. O fato é que ela, a bunda, fez da esquerda sua morada e lá ficou, rebolandinho e dando pinotes.

Agora Alice vive dobradinha como um pretzel dentro de mim, crescendo vertiginosamente e tentando se acomodar como possível. Vez ou outra nota-se um calombinho (mãos?, pés?, joelhos?, seria o nariz???) andando por baixo da minha pele, o que apesar de aflitivo é muito bom pra impressionar as visitas.

E a pergunta que fica é: com um bebê ocupando todo o espaço disponível, onde diabos foram parar todos os meus órgãos?