quinta-feira, agosto 16, 2007
 

:: Alguém me explica, por favor?

Tá, eu não entendo picas de direito civil, contratos nupciais ou coisa do tipo. Mas que certas coisas nesse campo cheiram muito mal, isso cheiram.

Por exemplo: a ex-mulher do filho do Maluf pede, E GANHA, 217 mil reais por mês de pensão. O valor estipulado tinha sido 80 mil, mas foi pouco para a tal senhora, que recorreu ao Tribunal de Justiça e conseguiu quase triplicar o montante.

Agora me diz: que tipo de argumento será que ela usou para conseguir uma pensão de 217 mil? Me refiro aos argumentos que podem ser dito às claras, em público, no tribunal - porque, por baixo do pano, a negociação com certeza fede, e muito. Ex-mulher sabe demais e tem um poder de barganha enorme, ainda mais no clã Maluf. Que essa argumentação não dita regula o acordo é até muito fácil de entender. O que realmente me intriga é a encenação toda: O QUÊ, meu Deus, essa senhora declara, na frente de um juíz, para convencê-lo que merece ganhar 217 mil por mês?

Será que ela diz “o safado pode pagar” e pronto, é simples assim?

Será que diz que a titica de 80 mil/mês não é suficiente para cobrir as despesas dos 2 filhos deles?

Será que ela apela para a lógica da indenização moral, "eu fiquei anos casada com esse mané, eu mereço", ou "217 mil é meu preço por ter meu nome vinculado aos Maluf"? (Não sei... não me parece muito convincente e ela corre o risco do tiro sair pela culatra, "você casou com um Maluf e vem me falar em merecimento, minha senhora?, faça-me o favor!")

Será que ela consegue dizer que vale 217 mil SEM CORAR?

São coisas para se pensar.

(Em tempo: não estou defendendo o filho do Maluf e não me importo nem um pouco que ele perca as botas por causa da ex - coisa que, convenhamos, não vai acontecer com ele por causa de 217 mil por mês. O distinto ex-casal que se mate. O que ME mata é o absurdo da coisa, entre tantos outros absurdos nessa história. DUZENTOS E DEZESSETE MIL POR MÊS, CACETE! É muita cara de pau!)