quinta-feira, julho 05, 2007
 
:: From Hell

Quando parecia que Lost tinha estragado a minha vida o suficiente me aparece o infernal Prison Break pra ocupar o resto dos meus (poucos) dias de moça sem filhos e com tempo de sobra. Resultado: eu abandonei os sonhos com Alice (já falei que sonhava com ela toda noite?) e substituí-a, à minha própria filha!, por Michael Scofield e sua corja de malfeitores. Eu agora só consigo sonhar com maneiras de fugir de Fox River.

Essa noite foi assim: eu subia por um telhado, entrava na casa da consulesa da Síria (que era a Ri) e me escondia debaixo de uma fatia de halawi. Fazia sentido, juro! O legal dos sonhos é que as coisas, por mais patéticas que sejam, sempre fazem muito sentido. Eu simplesmente tinha conseguido a fuga do século me escondendo debaixo de uma fatia de halawi (que, pra quem não sabe, é aquele doce árabe da latinha verde, que costuma ser servido em quadradinhos de 6x6cm). Gênia!

O chato disso tudo é que os sonhos com Alice estavam divertidos, e um processo evolutivo interessante vinha acontecendo. Ela foi migalha de pão, um peixe, um mini-leitão, um poodle, uma criança de 3 cm e finalmente um bebê mais ou menos normalzinho. Eu queria ver pra onde isso ainda poderia evoluir nos próximos 2 meses (ela nascer com 20 e poucos anos e diplomada em Harvard, talvez?), mas aí veio o Prison Break e acabou com a festa. Ver o meu interesse, mesmo que só em sonho, migrar da minha filha para um presídio de Chicago é um bocado deprimente e me faz sentir uma pessoa terrível.

Então, se você ainda não foi pego por Prison Break (ou qualquer outro desses seriados do capeta cuja intenção secreta é roubar a alma de quem assiste): run for your life! Sério. Porque essas porcarias tiram o foco do que é realmente importante na vida da gente.