sábado, maio 22, 2004
 
:: the smiths

the kinks, the jesus and mary chain e pixies são algumas das bandas que só vim a conhecer depois que seus influenciados emplacaram na parada. minha educação musical na infância não foi grande coisa. ouvia música japonesa e rádio fm. acabei formando esse gosto extramamente duvidoso. eu, por exemplo, adoro legião urbana. lembro muito bem da primeira vez que ouvi "o teatro dos vampiros", desde então música fez um outro sentido para mim.

acabei de baixar o dvd com a videografia dos smiths. essa banda é meio emblemática quando penso nas coisas que ouvi. tudo que é chamado de britpop hoje tem um pé em smiths e jesus and mary chain por exemplo. smiths é o tipo de esquema que é muito a minha formação. musicalmente simples (tosco até) e letras mais simples ainda (tão simples que chegam a ser muito sofisticadas).

e assistindo ao dvd me acentua uma idéia que há muito tenho mas que não desenvolvo por falta de base conceitual mesmo: o da sua verdade própria. quando eu ouvi o "teatro dos vampiros" da legião urbana, acho que reconheci muitas pessoas naquela música, reconheci amigos e pessoas muito próximas, queridas. de repente, a música me dizia as minhas próprias verdades. quando vejo a tosqueira dos vídeos dos smiths, vejo também como aqueles caras faziam daquilo sua própria verdade. lembro-me de uma professora me dizer que é muito difícil ser sincero consigo mesmo. e é bem verdade.

quando penso em música, gostaria de pensar em alguma outra palavra. porque na música não me importa somente a melodia, dou valor a letra, a história, a atitude. gostaria de que tivesse uma palavra que envolvesse todos esses requisitos, uma "arte" mais hibrida. não sou músico e sei que a legião urbana não tem nada de bom musicalmente falando. mas sei que lá há muita coisa que eu poderia ter dito, que disse e quero dizer.

"será que você vai saber o quanto penso em você com o meu coração?"

"in my life, why do i give valuable time to people who don?t care if i live or die ?"

eu sou tosco, não tem muito jeito, não.